
O Gabinete de Segurança de Israel deu aval, neste domingo (8/2), a um conjunto de ações que reforçam o controle e a atuação legal israelense na Cisjordânia, área palestina sob ocupação.
O território tem registrado a ampliação de assentamentos judaicos — considerados ilegais pelo direito internacional — além do aumento da repressão contra moradores palestinos por forças de segurança e colonos. Ao falar sobre as medidas, o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, afirmou que a intenção é “eliminar a possibilidade de um Estado palestino”.
A medida central foi a revogação de uma norma criada durante a administração jordaniana do território — período anterior à ocupação israelense iniciada após a Guerra dos Seis Dias, em 1967 — que vetava a compra de terras por não muçulmanos.
Até então, judeus interessados em adquirir propriedades na Cisjordânia dependiam de autorizações especiais e de intermediários. Com a nova interpretação, a intenção declarada é autorizar a compra de terras na região, chamada por Israel de Judeia e Samaria, sob as mesmas regras aplicadas a cidades como Tel Aviv e Jerusalém.
Mesmo diante da resistência de grande parte da comunidade internacional e do governo dos Estados Unidos (EUA), o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tem sinalizado a intenção de avançar para uma ocupação integral da Cisjordânia.
Em outubro, o Parlamento israelense aprovou uma proposta com esse objetivo, da qual Netanyahu buscou se distanciar, receoso de possíveis reações da Casa Branca. Na quarta-feira (11/2), o premiê tem encontro marcado em Washington com o presidente americano, Donald Trump, para tratar da situação em Gaza.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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