
Céticos com a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) e prevendo a possível reeleição do presidente Lula, partidos do Centrão estabeleceram metas ousadas para ampliar suas bancadas no Congresso Nacional a partir de 2027.
O PSD de Gilberto Kassab, por exemplo, quer aumentar a bancada de deputados de 47 para 70 e reeleger 11 dos 13 senadores. Já a federação PP–União Brasil mira expandir a bancada de 119 para 130 parlamentares no Congresso.
Na avaliação de caciques do Centrão ouvidos pela coluna, a estratégia estaria ligada à construção de um nome para preencher o “vácuo” político para as eleições de 2030, após um possível quarto mandato de Lula.
No cenário atual, lideranças do Centrão avaliam que o PT não teria ainda uma figura capaz de carregar o legado de Lula e disputar a eventual sucessão do petista em 2030.
Nesse cenário, a leitura desses caciques é de que a melhor opção seria investir em um Congresso Nacional forte, com mais parlamentares, para tentar alavancar um nome presidencial oriundo do Legislativo.
Centrão teve expectativas frustradas
A federação PP-União Brasil e o PSD queriam emplacar Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa presidencial de 2026, mas o governador paulista acabou não sendo escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Bolsonaro frustrou as expectativas do Centrão e indicou Flávio como seu candidato. A decisão, segundo aliados do ex-presidente e do senador, foi tomada para manter o legado da família após a prisão do ex-mandatário.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

Deixe um comentário