
Não é segredo que os celulares se infiltraram em todas as partes de nossas vidas – do banheiro à sala de reuniões. Mas, agora, algumas pessoas levaram isso para um lugar ainda mais íntimo: a cama. Jovens estão literalmente checando seus celulares durante o sexo.
Uma pesquisa apontou que mais de um terço dos estudantes universitários dizem já ter usado o celular durante a transa. A estatística alarmante foi descoberta durante uma pesquisa com 100 mil estudantes americanos com 18 anos ou mais, realizada por meio dos aplicativos de mídia social YikYak e Sidechat.
Ao todo, 35%, aproximadamente 35.000 dos entrevistados, admitiram usar seus dispositivos para enviar uma mensagem rápida ou assistir a um vídeo do TikTok enquanto fazem sexo.
A pesquisa incluiu outras perguntas relacionadas a sexo e relacionamentos entre os adultos da geração Z.
Surpreendentemente, 3% dos entrevistados confessou ter feito sexo com seu parceiro enquanto seu colega de quarto estava no cômodo.

Os resultados da pesquisa inicialmente parecem contradizer as afirmações generalizadas de que a geração Z está em uma “recessão sexual” — no entanto, eles, na verdade, fornecem informações mais sutis e interessantes.
A maioria das reportagens sobre jovens assexuados se concentra, na verdade, em pessoas de 22 a 34 anos, enquanto as pesquisas do YikYak e do Sidechat focam em estudantes universitários, geralmente entre 18 e 22 anos.
Em entrevista anterior, o o sexólogo e presidente da Associação Brasileira dos Profissionais de Saúde, Educação e Terapia Sexual (Abrasex), Paulo Tessarioli, defendeu que os celulares são muito atrativos e oferecem diversos estímulos, por isso, as pessoas têm tanta dificuldade de desapegar dos aparelhos.
“Nós vivemos em um momento que poderíamos chamar de ‘crise atenciosa’, em que a minha atenção se alterna em muitos outros focos”, comentou.
“São muitos os estímulos que nos envolvem nos celulares. É essencial se distanciar um pouco dos aparelhos para manter a atenção em outras atividades, como o sexo”, defende.
Além disso, o expert acrescentou: “Às vezes, as pessoas estão tão acostumadas com os estímulos dos celulares e redes sociais que não se satisfazem com as relações humanas presenciais”, ponderou o especialista.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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