Diretor jurídico do BRB, Jacques Veloso renuncia ao cargo

Divulgação
Jacques Veloso de Melo, advogado

Diretor jurídico do BRB, Jacques Veloso renunciou ao cargo nesta segunda-feira (9/2). O desligamento foi comunicado pelo banco por meio de Fato Relevante.

“O BRB informa aos seus acionistas e ao mercado em geral que recebeu, nesta data, carta de renúncia apresentada pelo Sr. Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo ao cargo de Diretor Jurídico da Companhia, com efeitos a partir de 14 de fevereiro de 2026”.

Como mostrou a coluna, Veloso seria responsável por parecer jurídico que teria alertado sobre os riscos das operações do BRB com o Master. Ao mesmo tempo, ele gravou um vídeo defendendo, justamente, a compra do Master pelo BRB.

No texto sobre os riscos da negociação, Veloso teria afirmado que “há que se ressaltar que a observância do índice de liquidez e do índice de Basileia é crucial nas contratações efetuadas pelas instituições financeiras, pois ambos são indicadores essenciais para garantir a solidez e a estabilidade do sistema financeiro. Desta forma, sugere-se sejam os índices apontados considerados quando da deliberação da proposta em comento pela alçada competente”.

Já na gravação, revelada pela coluna, Jacques Veloso fez coro ao grupo de executivos do BRB que gravou vídeos apontando “vantagens técnicas” da frustrada compra do Master.

“O que eu quero deixar bem claro a todos vocês é que, no que se refere aos aspectos jurídicos da operação, todos os cuidados estão sendo tomados para que essa operação seja feita obedecendo todos os trâmites legais, todos os normativos que são impostos ao BRB como sociedade de economia mista, para que não haja nenhum prejuízo, seja aos funcionários do banco, seja aos controladores da sociedade”, diz Veloso na gravação.

Os vídeos foram enviados para os próprios servidores do BRB logo após o anúncio da compra do Master e reúnem depoimentos de quadros de diferentes áreas do banco.

A transação acabou barrada pelo Banco Central (BC), que, depois, determinou a liquidação do Banco Master. A negociação passou a ser investigada pela Polícia Federal (PF), com a relatoria do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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