Por que ex-goleiro Doni pode ser alvo de mandado de prisão nos EUA

Reprodução/Redes sociais
Imagem colorida mostra Doni e o sócio Werner Macedo - Metrópoles

O ex-goleiro Doni, que teve passagens pela Seleção Brasileira e por clubes da Europa, pode ser alvo de um mandado de prisão civil nos Estados Unidos nesta terça-feira (10/2) após ser citado como gestor de uma empresa acusada de descumprir ordens judiciais na Flórida, além de aplicar golpes financeiros e acumular dívidas.

De acordo com decisão do juiz Luis Calderon, do 9º Circuito Judicial do Condado de Orange, a D32 Wholesale LLC, empresa do ex-atleta e de seu sócio Werner Macedo, deixou de comparecer a audiências e de apresentar documentos e informações financeiras exigidas no processo, o que levou o magistrado a autorizar a prisão civil caso as determinações não sejam cumpridas.

Diante das reiteradas ausências e da falta de entrega dos documentos exigidos, o magistrado determinou que a empresa se manifeste em audiência marcada para esta terça-feira e autorizou a expedição do mandado de prisão civil.

A medida está vinculada a eventual reconhecimento de desacato à ordem judicial e prevê a condução do empresário à prisão do Condado de Orange até apresentação ao juiz.

Fontes ouvidas pelo Metrópoles afirmam que Doni foi visto recentemente na cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Ele e o sócio Werner Macedo foram procurados pela reportagem, mas não se manifestaram até o momento. O espaço segue aberto.

O ex-goleiro é acusado de golpe nos Estados Unidos. O brasileiro enfrenta processos ligados à atuação como empresário de construção civil em solo americano.

Doni e o sócio captavam recursos para construção de casas na Flórida. A promessa era que os investimentos com a dupla rendessem 15% ao ano. No entanto, os empreendimentos nunca saíram do papel.


Quem é Doni


Uma das empresas no nome de Werner e Doni, a WD Invest, anuncia diversos investimentos imobiliários de médio e alto padrão, de acordo com material revelado pelo jornal O Globo. Um desses empreendimentos é em Silver Springs Shores, próximo a Orlando, na Flórida, lançado em 2022. Um dos investidores seria Willian Arão, ex-jogador do Flamengo e atual atleta do Santos.

A expectativa era a de que Arão, que contribuiu com US$ 200 mil (R$ 1,04 milhão na cotação atual), recebesse 1,14% de participação, mais 15% do que foi investido em até 18 meses. O projeto, no entanto, foi abandonado, segundo relato da defesa do jogador nos Estados Unidos.

Além de Arão, outros jogadores e ex-atletas teriam feito o mesmo investimento: Diego Alves, Lucas Leiva, Felipe Gabriel, Fabio Simplício e Renato Abreu.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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