Vaquinha fake desvia doações de menino paraplégico com doença rara. Veja vídeo

Material cedido ao Metrópoles
Menino e mãe - Metrópoles

Com uma vaquinha fake, golpistas desviaram doações destinadas para Theo Silva Salasar, um menino de 4 anos paraplégico e diagnosticado com hidrocefalia, mielomeningocele e histórico de epilepsia. O golpe prejudicou o tratamento do garoto, morador do Distrito Federal, e desencorajou doadores de boa-fé.

Para frear a perda de movimento dos braços e mãos, Theo passou pela 10ª cirurgia de sua vida, em dezembro de 2025. A mãe do menino, a contadora Raiane da Silva Vieira, de 30, lançou uma vaquinha para custear o tratamento pós-operatório e comprar uma cadeira de rodas. A campanha tinha o objeto de arrecadar R$ 30 mil. 

“Fiquei sabendo que estavam usando a imagem do Theo em uma vaquinha fake. Fiquei com muita raiva, triste e revoltada. Pegaram a história verídica, a situação do meu filho para aplicar um golpe de má-fé. Prejudicaram meu filho”, pontuou Raiane.

Segundo Raiane, de acordo com as informações do perfil falso, a vaquinha fake foi lançada com a meta de arrecadação de R$ 75 mil e já teria arrecadado R$ 34 mil. Enquanto a vaquinha verdadeira de Theo conseguiu captar apenas R$ 11.200,00, sem contar com a taxa de 20% da plataforma.

Registro policial

Segundo Raiane, o dinheiro desviado fará falta. “A criação de um filho com deficiência não é barata. São muitos gastos com tratamentos”, ressaltou. A mãe de Theo registrou boletim de ocorrência na 32ª Delegacia de Polícia (Samambaia Sul) e denunciou o golpe à plataforma.

“Usaram a foto do meu filho para um golpe. Quando a gente abre uma vaquinha é porque precisa. Não quero ganhar dinheiro com a deficiência de meu filho, com a situação dele. Não quero expor uma criança. Se eu pudesse, estava trabalhando para criá-lo”, afirmou.

Segundo o perfil fake, a arrecadação estaria associada à ONG Esperança Solidária. E o Pix estaria vinculado ao nome Clube Agro-Comunicação em Agronegócio LTDA.

O caso de Théo não é isolado. Golpistas usando o mesmo nome de ONG e o Pix vinculado ao Clube Agro-Comunicação em Agronegócio LTDA. lançaram uma vaquinha fake em nome de outra mãe atípica e de seus filhos gêmeos para enganar doadores de boa-fé.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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