Piloto preso: menina disse ter sofrido estupro coletivo aos 11 anos

Reprodução/Polícia Civil
Mulher de meia idade sorri para a câmera, com vestido escuro de bolinhas brancas - Metrópoles

Uma adolescente vítima de abusos sexuais afirmou, em depoimento à Polícia Civil, que uma outra menina teve o próprio estupro viabilizado pela avó, Denise Moreno, de 47 anos (imagem em destaque), em um episódio no qual foi submetida a relações com três homens ao mesmo tempo, em 2023.

Segundo a investigação, que está em sigilo, a adolescente atribuiu à avó a organização e a permissão dos abusos. Denise — que na ocasião trabalhava como inspetora em uma escola estadual na zona sul da capital paulista — tinha pleno conhecimento do que ocorria, exercia controle sobre a rotina das meninas e as colocava em contato com homens mais velhos mediante pagamento.

Como mostrado pelo Metrópoles, a avó  “vendia” as netas. O “comércio sexual” das menores ocorre há pelo menos dez anos, segundo apurado pela reportagem.

A defesa dos suspeitos não foi localizada e o espaço segue aberto para manifestações.

Arrastada pela avó

Um vizinho de Denise chegou a relatar, em condição de sigilo, que uma das netas da ex-inspetora, atualmente com 18 anos, foi vista em algumas ocasiões sendo arrastada pela avó e entregue a homens, mesmo diante de dor, medo e resistência. A avó, como ressaltam as investigações da Polícia Civil, tratava os encontros como fonte de renda.

Além dela, o piloto Sérgio integrava esse contexto por manter relação próxima e articulada com a avó das vítimas — contabilizadas até o momento em três. De acordo com a Polícia Civil, essa proximidade foi decisiva para o acesso às adolescentes.

Ele era apresentado no ambiente familiar como alguém de confiança, estratégia que, segundo os investigadores, ajudava a afastar suspeitas. A investigação indica que o piloto fornecia dinheiro, custeava despesas e utilizava ameaças para garantir o silêncio das vítimas, enquanto a avó facilitava e intermediava os encontros.

Para a polícia, Denise Moreno ocupava posição central no esquema. Detentora da guarda e da autoridade cotidiana sobre as crianças, ela teria consentido com os abusos, organizado a logística dos encontros e obtido vantagem econômica direta. Diligências de campo, dados telefônicos e relatos colhidos durante a apuração reforçam que a entrega de meninas a homens distintos ocorria de forma reiterada, sempre com o aval da avó.


Entenda o caso


Ele pagava a familiares de crianças e adolescentes para violentá-las sexualmente, de acordo com a investigação do DHPP, responsável pela prisão temporária de Sérgio e de Denise. Outra suspeita, identificada como Simone da Silva, também foi presa, em flagrante, após conteúdo de pornografia infantil ser localizado em seu celular, durante o cumprimento de um dos mandados de busca e apreensão.

“Tio Sérgio”

O Metrópoles apurou ainda que Sérgio é investigado por abusar sexualmente de crianças e jovens, com idades entre 11 e 14 anos. Além disso, ele teria feito com que as vítimas lhe apresentassem coleguinhas do colégio, para quem ele era identificado como “tio Sérgio”.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o inquérito policial começou em outubro de 2025. As três vítimas já identificadas — com 11, 12 e 14 anos  na ocasião dos estupros —  foram submetidas a graves situações de abuso e exploração sexual. Segundo a Polícia Civil, a rede criminosa estruturada era voltada à exploração sexual de crianças e adolescentes.

São investigados crimes de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infanto-juvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo, evidenciando grave violação à dignidade sexual de crianças e adolescentes.

Os investigados formam, diz a SSP, uma estrutura organizada de exploração sexual infantil, com indícios de habitualidade, divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos.

Latam

Em nota, a Latam informou que abriu apuração interna e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. “A companhia repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta”, diz o texto.

O voo que seria pilotado por Lopes operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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