Câmara de Cabo Frio "varre" R$ 1,7 milhão para debaixo do carpete

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A Câmara de Vereadores de Cabo Frio (RJ) gastou R$ 1,7 milhão com limpeza de carpete. A despesa foi autorizada pelo atual vice-prefeito da cidade, Miguel Alencar (União Brasil), que presidiu a Casa Legislativa de 2021 a 2024.

Em um período de três anos, Miguel assinou 41 notas fiscais para pagamento de serviços de sanitização e higienização de carpete e outras 21 para manutenção e substituição da mesma tapeçaria.

Vice-prefeito de Cabo Frio, Miguel Alencar (União Brasil), mandou pagar R$ 1,7 milhão em higienização e troca de carpete

Pelas notas, o então vereador mandou lavar 21 mil metros de carpete. Para efeito de comparação, isso equivale a quase três campos de futebol cobertos com tapeçaria ou a uma área com 700 vagas de estacionamento. O plenário da Câmara de Cabo Frio, onde está o carpete, contudo, tem cerca de 70 metros quadrados.

Um levantamento feito pela coluna mostra que 10 empresas foram contratadas para higienizar, lavar ou trocar o carpete no período — todas com atividades sem qualquer relação com esse tipo de serviço.

Três delas encerraram as atividades depois que Miguel Alencar deixou a Câmara de Vereadores para se tornar vice-prefeito. Todas estão registradas em endereços residenciais.

A empresa Digital Mídia, cuja atividade principal é sonorização e iluminação, recebeu R$ 50.490 para higienizar o carpete. A empresa Leonardo Batista Alvez, de impressão de material publicitário, firmou contrato de R$ 134 mil para a mesma finalidade.

Veja alguns endereços onde tais empresas funcionariam:

O maior repasse foi para a empresa Carla Cristina Claudio Jorge, que recebeu R$ 1,1 milhão para limpar o carpete. Sua atividade é o comércio varejista de mercadorias, tendo como principal a venda de produtos alimentícios. A firma está entre as que baixaram o CNPJ após a saída do vereador da Câmara.

Os contratos assinados na gestão do político na Câmara de Vereadores, que tem 17 representantes, estão sob investigação do Ministério Público Estadual.

Patrimônio a jato

Em um período de quatro anos, .

Na campanha de 2016, tudo o que ele tinha eram R$ 1.200 em espécie. Em 2020, quando disputou a reeleição para vereador, o valor declarado subiu para R$ 10 mil. Nos dois casos, sem nenhum bem registrado.

Dois mandatos depois, em 2024, declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de meio milhão de reais, incluindo duas casas, aplicações financeiras e duas empresas. Ele foi eleito na chapa encabeçada por Dr Serginho (PL).

Procurado na noite desta segunda-feira (9/2), o vice-prefeito não respondeu. As empresas mencionadas não foram localizadas.

 

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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