Quem é o influenciador preso como um dos maiores estelionatários do RJ

Material cedido ao Metrópoles
RENATO AURÉLIO LOPES CRUZ

Renato Aurélio Lopes Cruz foi preso nessa terça-feira (10/2) no Rio de Janeiro após investigação da Polícia Civil que apura um esquema de estelionato com prejuízo milionário. Ele é apontado como um dos principais articuladores de fraudes envolvendo financiamentos de veículos.

Nas redes sociais, Renato acumula 64 mil seguidores e se apresentava como especialista em bitcoin e criptomoedas. O conteúdo publicado associava investimentos digitais a ascensão financeira rápida, o que ajudava a atrair potenciais vítimas.

Fotos de viagens, carros de luxo e ostentação fazem parte do feed do influenciador. Após a repercussão do caso, ele trancou o perfil no Instagram.

Conforme apurado pela colunista Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, o investigado utilizava pessoas com nome limpo nos cadastros de crédito para viabilizar fraudes. A partir desses dados, documentos de renda eram adulterados para simular capacidade financeira elevada e permitir a aprovação de financiamentos.

As investigações mostram que os veículos usados nos golpes nem sempre existiam nas negociações. Em algumas situações, Renato fotografava carros estacionados em vias públicas e usava as imagens para montar processos de financiamento junto a bancos e lojas de automóveis.

Em parte dos casos, as vítimas chegaram a retirar carros zero quilômetro. O problema surgia meses depois, quando os veículos apareciam vinculados a contratos em nome de terceiros, o que levava à inadimplência e à emissão de ordens de busca e apreensão.

A fraude também era descoberta quando os supostos proprietários tentavam quitar impostos obrigatórios e percebiam que os automóveis não constavam mais em seus nomes nos registros oficiais.

De acordo com a polícia, Renato é alvo de cerca de 20 investigações por estelionato no estado do Rio de Janeiro, com maior concentração em Itaguaí. Há registros de ocorrências semelhantes em outros estados, como Espírito Santo, Rondônia e Mato Grosso.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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