
O presidente Lula recebeu o prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, na terça-feira (10/2), no Palácio do Planalto, para discutir o cenário eleitoral de 2026.
Um dos principais temas tratados pelos dois foi o destino do vice-presidente Geraldo Alckmin, que é filiado ao PSB e pode não concorrer com Lula novamente este ano.
Segundo auxiliares, Lula disse a João Campos não acreditar que o MDB terá maioria interna para aprovar uma aliança que garanta a vice do petista ao partido.
O presidente da República ponderou, entretanto, que precisa construir um palanque eleitoral forte em São Paulo, estado com maior colégio eleitoral do Brasil.
Nesse cenário, o petista afirmou que precisa de seu time mais forte para concorrer em São Paulo, o que incluiria Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Lula avaliou ao prefeito que, com Alckmin e Haddad, a esquerda deve incomodar o governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tentará reeleição.
João Campos, por sua vez, defendeu Alckmin na vice. O chefe do PSB disse que Alckmin seria o melhor vice que Lula teve em todos os mandatos do petista.
Nesse momento, de acordo com fontes palacianas, Lula concordou e brincou que, com Alckmin na vice-presidência, o petista consegue “dormir tranquilo”.
Embora tenha defendido que Alckmin siga na vice, o prefeito disse que a questão é algo que extrapola o PSB e envolve uma relação direta entre Lula e Alckmin.
Palanques nos estados
Na conversa, Lula e João Campos discutiram ainda palanques em vários estados. A previsão é de que PT e PSB estejam juntos em 15 das 27 unidades da federação.
Na reunião, o prefeito afirmou a Lula que o PSB deve filiar ao atual presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado estadual Tadeuzinho.
O parlamentar, que atualmente é filiado ao MDB, deve se filiar ao PSB para ser candidato ao governo mineiro. Para isso, porém, ele quer o apoio de Lula no estado.
O presidente da República, no entanto, insiste em ter o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) como seu candidato a governador em Minas Gerais este ano.
No caso de Pernambuco, João Campos pediu a Lula que o prefeito seja o palanque único do petista no estado. O pessebista vai disputar o governo pernambucano.
A principal adversária de João Campos será a atual governadora do estado, Raquel Lyra (PSD), que também promete apoiar Lula nas eleições de 2026.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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