
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o prefeito afastado de Sorocaba Rodrigo Manga (Republicanos) e mais 12 pessoas por crimes em contratos na área da saúde. A ação é desdobramento da operação Copia e Cola, da Polícia Federal (PF). Eles foram denunciados por organização criminosa, peculato, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e frustração de competição em licitação.
Entre os alvos, estão familiares do prefeito afastado. É o caso, por exemplo, da esposa de Manga, Sirlange Frate Maganhato, e a mãe dele, Zoraide Batista Maganhato. O ex-secretário de Administração de Sorocaba, Fausto Bossolo, e o ex-secretário de Saúde, Vinícius Tadeu Sattin Rodrigues, também foram denunciados.
Em nota, a defesa de Rodrigo Manga negou as acusações. “A denúncia é fruto de investigação completamente nula, porque iniciada de forma ilegal e conduzida por autoridade manifestamente incompetente, bem como fruto de perseguição política, não havendo nada de concreto a relacionar o Prefeito com os fatos narrados”.
“[Manga] Ressalta que todas as suas condutas, enquanto servidor municipal, sempre foram pautadas pela legalidade, transparência e pelo compromisso com o interesse público. A defesa afirma que tem a absoluta confiança que o Prefeito e seus familiares não cometeram qualquer ilícito penal e tem certeza de que isso ficará comprovado durante o trâmite do processo”, diz o posicionamento.
Relembre o caso
De acordo com a Polícia Federal, a investigação teve início no ano de 2022, após suspeitas de desvio de recursos públicos destinados à saúde de Sorocaba. Foram identificados atos de lavagem de dinheiro, por meio de depósitos em espécie, pagamento de boletos e negociações imobiliárias.
Em abril de 2025, a PF deflagrou a operação Copia e Cola para desarticular o esquema, que seria liderado pelo prefeito.
Segundo a investigação, o dinheiro era desviado de dois contratos da prefeitura de Sorocaba com a organização social IASE (antiga ACENI), firmados de forma emergencial em 2021, para gerir da UPA do bairro do Éden, e em 2022, para administrar a UPH Zona Oeste. Esta segunda contratação seguiu em vigor até maio passado.
Para os investigadores, as contratações eram direcionadas. O relatório da PF, obtido pelo Metrópoles, mostra que Sirlange Maganhato, esposa do prefeito afastado de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), sabia que a organização social assumiria a gestão da UPA. Ela avisou o ex-secretário Fausto Bossolo por mensagem três dias antes de a entidade vencer a licitação.
Manga também é suspeito de receber propina de um esquema de desvio de dinheiro envolvendo um contrato com uma Organização Social de Saúde (OSS) para gerir uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na cidade do interior paulista.
Afastado da prefeitura
Rodrigo Manga foi afastado do cargo em novembro de 2025 após decisão judicial no âmbito da operação Copia e Cola.
O afastamento foi anunciado pelo próprio Manga em suas redes sociais. “Acredite se quiser, me afastaram do cargo de prefeito […] Mas quero dizer para vocês que não vou desistir de Sorocaba, não vou desistir do Brasil. Vou verificar tudo que aconteceu e informar para vocês”, disse ele na ocasião.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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