Psicólogos explicam a "mania de limpeza" de Tia Milena no BBB 26

TV Globo/Reprodução
BBB26: equipe de Milena se pronuncia após especulações sobre autismo - Metrópoles

Uma das participantes mais virais e caóticas do BBB 26, a Tia Milena, conquistou a atenção dos espectadores do reality show nas redes sociais. Além das brigas e das pegadinhas da Pipoca, internautas também perceberam um hábito incomum da fiel escudeira de Ana Paula: a mania de limpeza.

MILENA: “Olha o tamanho dessa casa, tem um milhão de coisa pra fazer. Aí você pega algo pra fazer e vem perguntar se quero ajuda. Porra, eu não quero! Se eu quisesse ajuda eu pedia. Eu detesto quando estou limpando e a pessoa passa”

Que jogo baixo desse haters. Milena ja disse… https://t.co/jToYEvrPXbpic.twitter.com/2AusmcTGrB

— Yan Morais 🎟 (@YRComenta) January 22, 2026

Seja lavando a louça, dobrando roupas, preparando o café da manhã ou passando pano pela casa, não é incomum sintonizar nas câmeras do reality show e observar Milena empenhada em alguma tarefa doméstica – em especial após discussões com outros participantes ou depois das provas da edição.

O hábito exagerado, segundo especialistas ouvidos pelo Metrópoles, pode passar de um simples costume e revelar mais sobre a personalidade da participante.

“Quando o mundo interno está caótico, muitas pessoas recorrem à organização externa como forma de recuperar a sensação de controle”, diz a psicóloga Camila Ribeiro. “Se a pessoa está tensa ou sobrecarregada, realizar uma atividade concreta e estruturada pode ajudar o cérebro a sair do estado de agitação e recuperar a sensação de ordem”, acrescenta.

A prática, conforme contam as especialistas, pode ser enquadrada na chamada autorregulação emocional. A prática, de forma simples, consiste em práticas que são usadas para controlar as próprias emoções e reações diante de situações estressantes ou desafiadoras, sem suprimi-las.

“A pessoa, estando em um estado de estresse ou tensão constante, precisa canalizar essa ativação de alguma maneira”, explica a neuropsicóloga Juliana Gebrim. “Na psicologia, a gente entende isso como uma forma de sublimação, ou seja, transformar uma carga emocional intensa em uma atividade socialmente aceitável e até produtiva”, acrescenta.


“No caso dela, a limpeza pode estar funcionando como esse recurso. Algumas pessoas regulam o estresse com atividade física, outras com organização, outras com comportamentos menos saudáveis, como o uso de substâncias. São diferentes estratégias que o indivíduo utiliza para tentar recuperar uma sensação de controle e reduzir a ansiedade”, conclui.


As especialistas ressaltam, no entanto, que, a partir das atitudes de Milena, não é possível diagnosticar a participante como tendo alguma condição de neurodesenvolvimento, como o autismo. “O que pode estar sendo visto é apenas uma estratégia adaptativa diante de um ambiente que naturalmente gera tensão”, avalia a psicóloga Camila Ribeiro.

A diferença fundamental está na liberdade de escolha. Quando a pessoa escolhe limpar para se acalmar, é estratégia. Quando ela sente que precisa limpar para reduzir uma angústia incontrolável, pode ser compulsão”, explica.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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