
Autoridades federais consideraram insuficientes as explicações apresentadas pelo X (antigo Twitter) sobre as medidas adotadas para impedir o uso da inteligência artificial Grok na criação de imagens sexualizadas sem consentimento.
A avaliação foi feita pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANDP), pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).
Em nota divulgada nesta quarta-feira (11/2), os órgãos afirmaram que as respostas da plataforma não comprovam a efetividade das ações anunciadas.
Às autoridades federais, o X informou ter removido milhares de publicações com esse tipo de conteúdo e suspendido centenas de contas por violação de suas políticas.
No entanto, testes realizados pelas equipes técnicas das instituições indicaram que ainda é possível gerar e compartilhar, sem consentimento, imagens sexualizadas ou erotizadas de crianças, adolescentes e adultos.
Segundo os órgãos, as informações apresentadas pela empresa “não foram acompanhadas de evidências concretas, relatórios técnicos ou mecanismos de monitoramento que permitam aferir sua efetividade”.
Empresa poderá sofrer sanções em caso de descumprimento
Diante da avaliação feita, a ANDP e a Senacon determinaram que o X implemente imediatamente medidas para impedir o uso do Grok na criação desse tipo de conteúdo.
Caso a ordem não seja cumprida, a plataforma poderá sofrer sanções mais rígidas, incluindo multas. O MPF também apontou falta de transparência por parte da empresa e determinou o envio de relatórios mensais sobre as ações adotadas.
Em caso de descumprimento, os responsáveis poderão responder por desobediência. O MPF não descarta a adoção de medidas judiciais para reparar eventuais danos causados.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

Deixe um comentário