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As diligências são parte do desdobramento da Operação Ícaro, realizada em agosto do ano passado, que teve por objeto o combate à corrupção na Secretaria da Fazenda do estado de São Paulo.
O Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (Gedec) investiga a existência de um esquema envolvendo o pagamento de propina por parte de empresas, em troca de facilidades no ressarcimento de créditos fiscais de ICMS-ST, com prejuízo aos cofres públicos. Durante o cumprimento dos mandados judiciais, foram apreendidos aproximadamente US$ 68 mil dólares e R$ 288 mil em espécie. Houve apreensão também de criptoativos avaliados em cerca de R$ 1,8 milhão, mantidos na forma de bitcoins.
As diligências foram realizadas com o apoio do Cyber Gaeco e da Polícia Militar (PM), garantindo o cumprimento das medidas autorizadas pelo Poder Judiciário, bem como a preservação de provas consideradas relevantes para o avanço das investigações.
O material apreendido será submetido à perícia e análise financeira, a fim de esclarecer sua origem e eventual vinculação com os fatos investigados. O procedimento corre sob sigilo.
Os promotores viram indícios da existência de milhões em criptomoedas ligadas a dois auditores fiscais que estão entre os seis presos na Operação Ícaro: Artur Gomes da Silva Neto, apontado como principal operador do esquema e suspeito de ter recebido R$ 1 bilhão em propina, e Marcelo de Almeida Gouveia, suspeito de auxiliar no esquema. Além deles, foram presos o dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e Mário Otávio Gomes, executivo da Fast Shop, suspeitos de terem sido beneficiados em operações de créditos em ICMS.
A suspeita é que a compra dos ativos foi feita como um meio para ocultar o dinheiro vindo de propinas. Para evitar que os valores desaparecessem, foi pedida a prisão preventiva tanto de Artur quanto de Marcelo.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis
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