
O Banco do Brasil registrou O balanço foi divulgado na noite desta quarta-feira (11/2). Segundo a instituição, o resultado foi impactado principalmente pela adoção de novas regras contábeis e pelo aumento da inadimplência.
Em janeiro do ano passado, entrou em vigor uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que alterou a forma de contabilização das instituições financeiras. A norma, aprovada em 2021, mudou o modelo de provisões para perdas, que passou a considerar perdas esperadas com base em estimativas. Com isso, o banco deixou de reconhecer R$ 1 bilhão em receitas de crédito ao longo do ano, o que afetou o resultado.
Mesmo com aumento da inadimplência, BB ampliou concessão de crédito
Além da mudança contábil, o aumento da inadimplência também pressionou o desempenho. O índice de atrasos superiores a 90 dias subiu de 3,16% em dezembro de 2024 para 5,17% no fim de 2025. O avanço foi influenciado principalmente pelas operações no agronegócio e no cartão de crédito.
Na carteira do agronegócio, a inadimplência encerrou 2025 em 6,09%, alta de 1,25 ponto percentual no último trimestre. Já na carteira de pessoas físicas, o índice chegou a 6,56%, com elevação de 0,55 ponto percentual no período.
Apesar do cenário, o banco ampliou a concessão de crédito em 2025, mesmo com o aumento dos juros. A carteira ampliada encerrou o ano em R$ 1,2 trilhão, crescimento de 1,4% no quarto trimestre e de 2,5% em 12 meses.
As receitas de prestação de serviços somaram R$ 34,8 bilhões em 2025, queda de 1,9% em relação ao ano anterior. Segundo o banco, o resultado foi parcialmente compensado pelo crescimento nas receitas com administração de fundos (13,5%), taxas de consórcios (19,3%) e rendas do mercado de capitais (7,9%).
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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