
A Prefeitura de São Paulo alterou o planejamento do Carnaval para um dos mais tradicionais pontos de encontro da vida noturna paulistana e retirou nesta quinta-feira (12/2) os tapumes que cercavam a Praça Roosevelt, no centro da cidade, desde o fim do mês passado. A decisão vem depois de superlotação no Bloco da Skol, no domingo (9/2), que terminou exatamente na região da Roosevelt.
O Roosevelt, que liga as ruas da Consolação e Augusta, poderia ser um ponto de escape para o público que estava nos blocos concomitantes do domingo de pré-Carnaval, mas estava completamente fechada, inacessível para os foliões, como acontece desde antes da pandemia. Vereadores de oposição criticaram o formato.
A reabertura da praça não impacta diretamente nenhum grande bloco agora, já que a Consolação só voltará a ser usada no pós-Carnaval, quando a Pipoca da Rainha Daniela Mercury desfila no local. Mas, em tese, altera a dinâmica da região no Carnaval, já que a Roosevelt é um raro local onde as pessoas se sentem seguras de permanecerem na rua até tarde da noite em São Paulo.
Esse é um dos pontos que que preocupa a presidente do Conseg Consolação/Higienópolis, Marta Lília Porta. “O Cosneg é totalmente contra. No primeiro Carnaval a Roosevelt esteve aberta, ela foi totalmente invadida, destruíram a praça e comprometeram o solo, já que a laje [sobre o estacionamento subterrâneo] tem cinco centímetros de espessura. Então por sugestão do MP se pediu um pouco mais de cuidado. Uma vez a praça cheia, eles [os foliões] vão até de madrugada. E não há quem tire de lá”.
De acordo com ela, a praça está rachada e desnivelada, conforme o Conseg vem denunciando há sete anos. “Se sugeriu que não se entrasse mais viaturas para evitar desgaste. Abrir e colocar mil, 2 mil, três mil pessoas, é outra ideia brilhante de outra pessoa que não entende que tudo tem um limite. Se é certo que a praça é para o povo, mais certo é que a população tem direito a segurança dos equipamentos públicos e, os moradores e comerciantes, à tranquilidade de uma região considerada zona de atenção especial”
Marta diz que o maior risco, porém, é à segurança dos foliões. “Como pode abrir um local denunciado há sete anos com problemas estruturais? Isso [a laje] vai abrir. Tem uma grade de contenção para um respirador com cinco metros de altura”, continua a presidente do Conseg.
Procurada, a prefeitura enviou a seguinte nota: “A Prefeitura de São Paulo informa que o Carnaval da cidade cresce a cada ano e a administração reorganiza sistematicamente todos os espaços que podem ser ocupados pelos foliões, já que cada vez é maior o número de pessoas que aproveitam a festa”.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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