
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) abriu investigação contra um homem suspeito de cometer maus-tratos ao impedir que uma cuidadora de animais deixasse alimentos para gatos comunitários na região do Guará (DF). Neste sábado (7/2), a mulher tentou deixar ração para os animais perto da loja Leroy Merlin, como faz há anos, mas foi impedida por um funcionário terceirizado. Em um vídeo que viralizou nas redes sociais, o homem chuta, espalha o alimento e discute com a mulher. Em nota, a Leroy Merlin lamentou a situação e informou que afastou o trabalhador imediatamente.
Após receber a denúncia, delegado-chefe da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA/Cepema), Jonatas Silva, instaurou uma investigação.
“Os gatos comunitários são protegidos pela Lei 6612 de 2020, que reconhece o direito desses animais a permanência no local, alimentação e aos cuidados básicos, prestados pela comunidade. Impedir deliberadamente que o animal se alimente, destruir o alimento colocado ou praticar qualquer ato que gere sofrimento pode, em tese, configurar crime de maus-tratos”, pontuou o delegado.
Entenda o caso
“Estava colocando comida para os gatinhos. O funcionário (terceirizado) falou que não era para dar comida para eles e chutou a ração. Não tem o quê falar. Proibir colocar ração para os animais?”, comentou.
“Alimentar os animais é de grande importância. Porque é uma vida. Não é porque é um animal que podemos deixar de cuidar”, afirmou ao Metrópoles.
De acordo com Maria, um dos gatos comunitários, de pelagem amarela, desapareceu há aproximadamente 20 dias.
A advogada do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, Ana Paula Vasconcelos reforçou que proibir a alimenção de animais é crime e cobrou punição e responsabilização do envolvido.
“Proibir a alimentação de seres vivos, além de moralmente condenável, pode configurar conduta criminosa, considerando a legislação que assegura a proteção e o bem-estar animal. As autoridades competentes devem estar atentas a essas violações e adotar as providências cabíveis para a devida responsabilização”, explicou.
Em nota ao Metrópoles a Leroy Merlin lamentou o ocorrido e esclareceu que a conduta não reflete os valores e as diretrizes da companhia.
“A companhia ressalta que colaborador terceirizado envolvido foi imediatamente afastado e que adotou todas as medidas cabíveis. Reforça ainda que possui políticas rigorosas relacionadas à ética e ao cuidado com os animais, tema tratado com absoluta seriedade pela companhia e seu comprometimento em evitar que situações como essa voltem a ocorrer”, concluiu a empresa.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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