Choques, fome e ameaças: casal torturou crianças durante 6 anos

Arte/Metrópoles
Marcelo e Aline

Condenados a mais de seis anos de prisão em regime fechado, os dois agrediam as vítimas física e psicologicamente, além de privá-las de alimentação, ameaçá-las de morte e submetê-las a choques elétricos.

Áudios obtidos pela coluna — que não serão divulgados em respeito às vítimas e aos familiares — revelam que as três crianças viviam sob um cenário de completo terror. Os crimes ocorreram entre outubro de 2015 e julho de 2021.

A gravidade do caso é ainda maior porque uma das vítimas é diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) grau 3 de suporte, é não verbal e incapaz de se defender.

Os castigos

À coluna, uma fonte próxima à família, que preferiu não se identificar por medo de represálias, relatou que a criança com TEA era violentamente agredida durante o período de desfralde, ao evacuar fora do local considerado adequado.

Segundo o relato, a criança tinha o rosto esfregado nas próprias fezes, era trancada em um quarto e permanecia suja. Em crises, acabava ingerindo os próprios dejetos na tentativa de se limpar, já que entrava em desespero quando não estava limpa.

Ao tentar proteger o irmão mais novo, limpá-lo ou impedir as agressões, os outros dois irmãos também eram espancados, castigados e torturados, chegando a sofrer estrangulamentos e ameaças constantes de morte.

Áudios e vídeos anexados à denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP) reforçam que as crianças viviam uma rotina de extrema crueldade.

De acordo com as provas, Marcelo agia com requintes de crueldade e planejava as agressões de forma a não deixar marcas visíveis em períodos próximos às visitas da mãe biológica — quando eram permitidas. Com frequência, ele impedia ou dificultava o contato, escondendo as crianças em locais desconhecidos pela mãe, inclusive na casa dos pais da companheira.

Período de sofrimento

O cenário de violência extrema teve início após a mãe biológica ser internada em decorrência de um grave acidente automobilístico. Segundo as investigações, Marcelo se recusou a devolver as crianças após a alta hospitalar.

Nas redes sociais, a madrasta teria passado a se apresentar publicamente como “mãe exemplar de uma criança autista”, publicando imagens que simulavam uma família feliz.

As apurações apontam que as crianças eram obrigadas a chamá-la de “mãe”, sob grave ameaça. Também eram punidas quando demonstravam sofrimento emocional ou defendiam a mãe biológica.

Foragida

Apesar de Marcelo ter sido preso no dia 4 de fevereiro para cumprir pena de sete anos e cinco meses de prisão, Aline permanece foragida.

Informações indicam que ela pode estar escondida em Paraguaçu (MG), Campinas ou Votorantim (SP), cidades onde possui familiares.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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