
Ex-presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) resolveu deixar a definição sobre sua troca de partido para depois do feriado do Carnaval.
Até então dada como certa nos bastidores, a filiação do senador ao União Brasil pode não se concretizar. Segundo aliados, ele voltou a considerar outras siglas.
Pacheco passou a repensar sua ida para o União Brasil após emplacar o deputado federal Rodrigo de Castro no comando estadual da legenda em Minas Gerais.
Castro é aliado de primeira hora do ex-presidente do Senado e se posiciona como oposição ao grupo político de Romeu Zema (Novo), adversário de Pacheco no estado.
Com um aliado na presidência do União Brasil em Minas, Pacheco voltou a avaliar uma filiação a outro partido. Entre eles, o MDB, ao qual já foi filiado antes.
Além da questão local, interlocutores do ex-presidente do Senado ponderam que ele também está levando o cenário nacional em conta para a troca de partido.
Um dos temores de Pacheco é se filiar a um partido que venha a apoiar uma candidatura de direita à Presidência, o que inviabiliza uma aliança do senador com Lula.
O convite de Lula a Pacheco
Pacheco, como vem noticiando a coluna, avalia um convite de Lula para concorrer ao governo de Minas em 2026 e servir de palanque ao petista no estado.
Na quarta-feira (11/2), o senador se reuniu com o presidente da República no Palácio do Planalto. No encontro, Lula prometeu ajudar Pacheco na mudança partidária.
Segundo auxiliares presidenciais, Pacheco sinalizou que só topa concorrer se, ao fim, Lula não encontrar outro candidato competitivo para seu palanque em Minas.
O senador avaliou que há outras opções para Lula no campo da centro esquerda. O presidente, então, respondeu que Pacheco seria a única alternativa para o petista no estado.
O senador, então, afirmou ter compromisso com Minas Gerais e com a democracia e prometeu avaliar uma candidatura, caso Lula não encontre outra opção.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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