Guia definitivo para curtir o Carnaval sem ressaca

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Foto colorida de mulher com as mãos na cabeça e perto de garrafas de bebidas alcoólicas - Metrópoles

Carnaval é sinônimo de liberdade, mas também de excessos. Entre sol forte, multidões, poucos intervalos para descanso e consumo frequente de álcool, é comum que muita gente passe mal, enfrente dores de cabeça intensas, enjoos e até perca dias inteiros de folia por causa da ressaca. A cada ano, a cena se repete: empolgação no primeiro dia e arrependimento no segundo.

Para ajudar quem quer aproveitar todos os blocos com disposição e sem sustos, o Metrópoles entrevistou a nutricionista Débora Laumonier. A especialista explica como reduzir calorias nos drinks, o que comer antes de sair, como montar um “kit sobrevivência” e quais estratégias realmente funcionam para evitar a ressaca e manter o bem-estar durante todo o Carnaval.

Calorias: o vilão não é a cerveja

Um dos mitos mais populares é o de que a cerveja seria muito mais calórica que outras bebidas. Segundo Débora, não é bem assim. “A diferença de calorias entre um drink, uma cerveja, uma vodka ou um vinho é muito pequena. O que realmente muda é a quantidade consumida e, principalmente, o que você mistura junto ao álcool”, explica.

Ela alerta que xaropes, energéticos, açúcar e espumas são os principais responsáveis pelo aumento calórico. “O que pesa são os mix. O açúcar da caipirinha, o energético, os xaropes. Se a ideia é reduzir calorias, peça sem açúcar.”

Grupo de 4 pessoas brinda com copos de cerveja - Metrópoles

Misturar bebidas piora a ressaca?

Para a nutricionista, a teoria de que misturar bebidas causa mais ressaca é um mito. “Álcool é álcool. O corpo entende tudo como álcool, seja fermentado ou destilado. O problema é que, quando a pessoa mistura, normalmente ela bebe mais e em ritmo acelerado”, afirma. O ponto central, segundo ela, é observar o volume total ingerido e o teor alcoólico das bebidas.

Nunca saia para o bloco de estômago vazio

Se existe um erro grave, é beber sem se alimentar antes. “A pior coisa que você pode fazer é beber de estômago vazio. Você fica bêbado mais rápido, pode passar mal e até perder dois dias de Carnaval”, alerta.

A recomendação é apostar em carboidratos de digestão mais fácil combinados com proteína leve e gordura boa. “Uma tapioca com ovo e abacate é uma ótima opção. Um sanduíche integral leve também funciona. Um suco mais reforçado pode ajudar”, sugere.

Hidratação é prioridade absoluta

Para Débora, a desidratação é o principal fator ligado à ressaca. “Acredito que a desidratação seja o fator mais influenciável quando falamos de ressaca. Nunca deixe de beber água”, reforça.

A estratégia é intercalar álcool com água e manter sempre uma garrafinha por perto. Água de coco e repositor de eletrólitos também são aliados importantes na recuperação.

O que levar para o bloquinho

Montar um pequeno kit pode evitar quedas de energia ao longo do dia. “A prioridade central é a garrafa de água”, afirma. Ela também recomenda frutas mais resistentes, como maçã, banana ou banana-passa, mix de castanhas, barra de proteína ou bebida proteica. “Se tiver mais espaço, um sanduíche integral leve ajuda bastante.”

E se a ressaca aparecer?

Se, apesar de todos os cuidados, o mal-estar surgir, o caminho é descanso e alimentação leve. “O principal é repouso. Você não precisa ser um super-herói. Ano que vem também tem Carnaval”, diz.

Ela orienta priorizar carboidratos simples como arroz, batata, pão e banana, além de sopas leves e iogurte com frutas e aveia. Também recomenda evitar café em excesso. “Muita gente acha que vai melhorar, mas a cafeína pode piorar a dor de cabeça.”

Por fim, Débora reforça um ponto essencial. “Não existe quantidade saudável de álcool para o nosso corpo. Mas, se for beber, que seja com consciência.”

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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