Moraes pede vista em julgamento que discute anistia por ocultação de cadáver

Foto: Nelson Jr./SCO/STF
Imagem colorida mostra o ministro Alexandre de Moraes, do STF - Metrópoles

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pediu vista, nesta sexta-feira (13/2), no julgamento que avalia se a Lei da Anistia pode impedir a punição por ocultação de cadáver em casos de desaparecimentos ocorridos durante a ditadura militar.

O tema é analisado em regime de repercussão geral — o que faz com que a decisão valha para outros casos semelhantes. O processo tem relatoria do ministro Flávio Dino, que votou contra incluir ocultação de cadáver na ditadura na Lei da Anistia.

O processo envolve denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra os tenentes-coronéis do Exército Lício Augusto Ribeiro Maciel e Sebastião Curió Rodrigues de Moura. Maciel é acusado de matar, em 1973, “mediante emboscada e por motivo torpe”, três opositores ao regime militar, além de ocultar seus restos mortais. Já Curió é apontado como responsável por atuar na ocultação dos cadáveres entre 1974 e 1976.

Segundo o MPF, os fatos ocorreram no contexto da chamada Guerrilha do Araguaia, movimento armado organizado por militantes do Partido Comunista do Brasil (PC do B) nas proximidades do Rio Araguaia, em área que hoje compreende os estados do Pará e Tocantins — à época, norte de Goiás.

O processo está sob a relatoria do ministro Flávio Dino e seria julgado em plenário virtual entre os dias 13 e 24 de fevereiro.

Rubens Paiva

O caso é distinto de outro tema também com repercussão geral em análise no STF, que envolve processos sobre a morte do ex-deputado Rubens Paiva durante a ditadura militar.

Ao todo, três ações desse outro conjunto serão analisadas pela Corte. Duas tratam do desaparecimento de Rubens Paiva e do jornalista Mário Alves, e a terceira envolve o assassinato do militante Hlebert Goulart. Esses processos estão sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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