
Integrantes da oposição celebraram que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi sorteado para a relatoria do caso do Banco Master na Corte, após a saída de Dias Toffoli, na noite de quinta-feira (12/2).
O novo relator, indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), também está à frente do caso sobre descontos indevidos em aposentadorias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Ambos são de ampla repercussão e são vistos como delicados para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o STF e a cúpula do Congresso Nacional.
O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ) disse, em publicação nas redes sociais, que a relatoria de Mendonça “é a oportunidade de vermos o processo conduzido com serenidade, rigor jurídico e absoluto respeito à Constituição”.
Dias Toffoli aceitou deixar o caso após a sua condução ser vista como insustentável e a Polícia Federal pedir a sua suspeição por constatar menções ao magistrado no celular periciado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.
A decisão se deu em reunião com os 10 ministros do Supremo, que, em contrapartida, descartaram a arguição de suspeição contra Toffoli.
O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), também sinalizou em favor à troca de relator, mas afirmou que deverão se manter “vigilantes”. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu que Mendonça tenha “força para enfrentar o mal”.
Já à frente das investigações, Mendonça se reúne com integrantes da Polícia Federal nesta sexta-feira (13/2) para discutir o caso. O encontro, como antecipou o Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha, deverá se dar no período da tarde.
O relator deverá participar de forma remota, pois está em São Paulo.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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