Coordenador volta ao Chiefs e promete mudança na era ofensiva

David Eulitt/Getty Images
Patrick Mahomes Chiefs

O Kansas City Chiefs, time da NFL, vive um clima de reencontro. De volta à franquia após três temporadas fora, o coordenador ofensivo Eric Bieniemy reassume o posto com entusiasmo e um discurso claro: disciplina, dureza e compromisso coletivo. Estas serão as bases do novo capítulo no ataque da equipe, após o time ficar de fora dos playoffs.

“É ótimo estar de volta. Foram 10 anos aqui. Nossa família sempre chamou esse lugar de casa”, afirmou Bieniemy, visivelmente empolgado no primeiro dia de retorno ao prédio da franquia.

Reencontro com Mahomes e foco no processo

Um dos pontos altos do retorno é a reconexão com o quarterback Patrick Mahomes. Bieniemy não escondeu a empolgação ao falar do camisa 15, que passa por processo de recuperação física.

“Estou animado. O que amo no Pat é o espírito competitivo. Se pudesse, ele já estaria em campo amanhã”, disse o coordenador, ressaltando que a liderança do quarterback será fundamental para tornar contagiante a cultura de comprometimento e responsabilidade que pretende reforçar.

Experiência acumulada e novas ideias

Desde que deixou Kansas City, Bieniemy passou por experiências em Washington, UCLA e Chicago. Segundo ele, o período serviu para ampliar a visão sobre comunicação, montagem de game plans e adaptação cultural.

“Você não pode simplesmente chegar e tentar impor uma cultura. Precisa entender o ambiente e agregar”, explicou. Entre os aprendizados recentes, citou a temporada em Chicago sob o comando de Ben Johnson, quando trabalhou com um ataque que priorizou o jogo terrestre. “Nós corremos muito com a bola, e bem”, relembrou.

Ainda assim, o treinador foi categórico: “Para ganhar campeonatos, você precisa correr com eficiência. Mas para marcar touchdowns, precisa lançar”. A ideia é equilibrar forças, explorando as virtudes do elenco.

Linha ofensiva como pilar

Bieniemy reforçou que o sucesso ofensivo começa “com os caras da frente”. Ele citou nominalmente os pilares da linha ofensiva, como Creed Humphrey e Trey Smith, e destacou o trabalho do técnico de linha Andy Heck na formação e desenvolvimento do grupo.

“Se você tem os caras certos na linha ofensiva, você tem uma chance”, resumiu.

A mentalidade do “finish”

Se há uma palavra que define Bieniemy, segundo ele próprio, é “finish” (terminar). O conceito vai além das quatro linhas e está ligado à ética de trabalho.

O treinador relembrou um episódio marcante de 1994, quando enfrentou o lendário San Francisco 49ers e observou de perto o comportamento de Jerry Rice nos treinos.

“Ele ensaiava tudo até a end zone. Transformou o segundo esforço em hábito. Foi ali que eu entendi o que é ser um grande finalizador”, contou. Desde então, carrega a filosofia de que talento não basta — é preciso concluir cada jogada, cada treino, cada processo.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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