Solidariedade defende Toffoli e critica "linchamento moral de autoridades"

Breno Esaki/Especial Metrópoles e Rosinei Coutinho/SCO/STF
Montagem com as fotos do deputado Paulinho da Força e do ministro do STF Dias Toffoli.

O partido Solidariedade saiu em defesa, nesta sexta-feira (13/2), do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota assinada pelo presidente nacional, Paulinho da Força, a sigla manifesta apoio ao magistrado, que deixou a relatoria dos inquéritos sobre fraudes financeiras do Banco Master.

O documento destaca que Toffoli prestou “quase 20 anos de relevantes serviços à magistratura brasileira” e que o ministro é “respeitado pelo equilíbrio e firmeza em sua atuação pública”.

Dias Toffoli deixou a relatoria do caso Master no STF em meio à divulgação de que relatórios da Polícia Federal apontavam menções a ele em dados obtidos no celular do dono do banco, Daniel Vorcaro.

A PF chegou a pedir ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que Toffoli fosse declarado suspeito para atuar nos processos, levando à escolha de um novo relator. O ministro rechaçou o pedido e, por meio de nota, classificou os achados da Polícia Federal como “ilações”.

Na noite de quinta (12/2), durante reunião com os outros nove ministros do Supremo, Dias Toffoli foi convencido a deixar a relatoria do caso — mesmo tendo dito aos colegas, segundo relatos, que não tem qualquer envolvimento com Vorcaro.

Pouco depois, o ministro André Mendonça foi escolhido como novo relator das apurações sobre o Banco Master.

A manifestação do Solidariedade não faz menções explícitas à Polícia Federal, mas afirma que “não se pode admitir que corporações e uma parcela da mídia promovam o linchamento moral de autoridades públicas com base em pré-julgamentos e vazamentos seletivos de elementos de informação”.

“A responsabilidade institucional exige de todos nós – líderes políticos – e da sociedade cuidado com a defesa da democracia e de suas instituições”, conclui o texto.

Presidente nacional da sigla, Paulinho da Força é reconhecido dentro da Câmara como um parlamentar com trânsito no Judiciário. A proximidade com ministros do Supremo levou o deputado a ser relator do chamado PL da Dosimetria, que pode reduzir penas dos condenados pelo STF na trama golpista.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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