
O grupo empresarial chamado Uai Doimo diz ter sido vítima do golpe do falso gerente de banco no último dia 3 de fevereiro e ter sofrido um prejuízo de cerca de R$ 2,5 milhões. O grupo, que tem negócios em São Paulo, alega que o crime só foi possível por conta de um vazamento de dados do banco Bradesco.
Segundo o boletim de ocorrência obtido pelo Metrópoles, o golpe começou após uma pessoa suspeita ligar para a diretora financeira do grupo se apresentando como a gerente das contas bancárias dos empresários. Na ligação, a golpista usou o nome de uma funcionária que de fato era responsável pela gestão financeira do grupo empresarial, o que não levantou desconfiança.
Na conversa, a diretora financeira do grupo foi direcionada para um site que simulava o banco original do Bradesco pela golpista e foi orientada a atualizar dados, efetuar os procedimentos solicitados e digitar os tokens de segurança.
A partir deste momento, a quadrilha golpista começou a realizar transferências bancárias. Em cerca de cinco horas, os criminosos fizeram 37 movimentações financeiras e roubaram R$ 2.557.684,83 das contas do grupo empresarial.
Na representação criminal protocolada pelo grupo, os empresários acusam o banco Bradesco de quebra de sigilo bancário e vazamento de dados que possibilitaram o golpe. Além disso, alegam que a instituição financeira se mostrou inerte em relação às transferências bancárias suspeitas e que dificultou a investigação, “negando-se a fornecer logs de acesso e relatórios técnicos”.
O que diz o banco
Dicas para não cair no golpe
Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), 139 mil clientes relataram ter caído no golpe da falsa central/falso funcionário, no primeiro semestre de 2025. O dado representou um aumento de quase 200% em relação ao ano anterior.
O golpe é o segundo mais comum dentro dos estelionatos envolvendo instituições financeiras.
Para não ser uma vítima desse tipo de crime, a federação recomenda que o cliente sempre verifique a origem das ligações e mensagens recebidas contendo solicitações de dados.
Os bancos podem até entrar em contato com os clientes para confirmar transações suspeitas, mas nunca solicitam dados pessoais, senhas, atualizações de sistemas, chaves de segurança, ou ainda que o cliente realize transferências ou pagamentos alegando estornos de transações.
Ao receber uma ligação suspeita, o cliente deve desligar, e de outro telefone, deve entrar em contato com os canais oficiais de seu banco.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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