
Com a chegada do Carnaval, além da festa, é preciso atenção a situações que podem colocar turistas e foliões em risco. Em Salvador (BA), ao menos seis pessoas foram assassinadas em 2024 após fazerem gestos associados a facções criminosas.
Entre os sinais que exigem cuidado estão:
Um gesto aparentemente inofensivo pode ser interpretado como saudação ou indicativo de vínculo com organizações criminosas. Em áreas dominadas por facções rivais, essa interpretação pode ter consequências trágicas.
Na Região Metropolitana (RMS) é comum encontrar pichações com as siglas “T2” ou “T3” em postes e paredes, indicando qual grupo exerce domínio naquele território.
Cortes de cabelo
Os riscos não se limitam a gestos. Cortes de cabelo e elementos visuais também podem ser alvo de interpretações equivocadas. Três listras podem ser associadas ao BDM; duas, ao CV — o que pode levar alguém a ser confundido com integrante ou apoiador de uma dessas organizações.
Assassinato dos irmãos, músicos do bloco afro Malê Debalê
O assassinato dos irmãos Daniel Natividade, 24 anos, e Gustavo Natividade, 15, músicos do bloco afro Malê Debalê reforçam a necessidade desse cuidado com os sinais relacionados a facções. Eles não tinham qualquer envolvimento com o crime, e foram mortos horas depois de posarem para uma foto durante um passeio em Camaçari (BA).
Na imagem, eles e outras duas pessoas faziam o “sinal do 3”, interpretado pelos assassinos como saudação ao BDM. Apesar de serem baianos e moradores de Salvador, estavam na região como turistas e desconheciam a dinâmica local.
Fotos:
Além dos irmãos Natividade, ao menos outras quatro pessoas morreram na Bahia em 2024 em episódios relacionados a esses sinais. Após a repercussão dos casos, um suposto comunicado atribuído ao Comando Vermelho circulou nas redes sociais, no início de janeiro, proibindo execuções motivadas por gestos.
Em qualquer situação suspeita ou ameaça, denuncie imediatamente à polícia:
A polícia atua preventivamente em áreas de maior risco, mas a colaboração da população é essencial para evitar tragédias. A atenção a sinais e a denúncia rápida podem salvar vidas.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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