
No Carnaval, a paquera faz parte da festa — mas o respeito deve vir em primeiro lugar. Em meio à música, fantasia e animação, é essencial lembrar que toda interação precisa ser baseada em consentimento claro. O clima descontraído não substitui o diálogo, e ninguém é obrigado a corresponder a investidas só porque está celebrando.
O chamado “guia do consentimento” começa com algo simples: perguntar. Um olhar pode indicar interesse, mas não confirma nada. Um “posso te beijar?” dito com leveza demonstra maturidade e respeito. Consentimento é entusiasmado e pode ser retirado a qualquer momento — inclusive depois de um primeiro beijo.
Também é importante entender que fantasia não é convite, dança não é autorização e simpatia não é promessa. Cada pessoa tem seus próprios limites, e eles precisam ser respeitados sem insistência ou pressão. Se a resposta for “não”, a única atitude adequada é aceitar e seguir a festa.
O consumo de álcool, comum no Carnaval, exige ainda mais responsabilidade. Se alguém estiver visivelmente desconfortável ou alterado demais para decidir, não há espaço para paquera. Consentimento precisa ser consciente, e qualquer dúvida já é um sinal de alerta.

Paquerar no Carnaval pode ser divertido, leve e inesquecível — desde que haja reciprocidade e respeito. Quando o consentimento é prioridade, todo mundo aproveita melhor a folia, com segurança, alegria e boas histórias para contar depois do bloco passar.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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