
Já consolidada na cena local, a dupla Margaridas, formada pelas irmãs Sabrina e Maria Paula Rodrigues, segue usando o som e a moda como forma de unir arte e manifesto. Lançado na sexta-feira (13/2), o clipe do singleAmor de Verão aposta em uma estética solar que foge dos clichês praianos. Com looks autorais e coloridos assinados por Lua Maia, a dupla traduz calor, afetos e sensualidade em um visual que é a cara do DF.
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Margaridas e a autenticidade do DF
Primeira faixa divulgada do álbum que vai será lançado em breve, Amor de Verão conta com a colaboração da artista Pratanes. Na letra e nos visuais, as irmãs nascidas em Taguatinga celebram a identidade brasiliense por meio de uma estética solar e autêntica.
Os clichês do verão litorâneo são deixados de lado pelo projeto, e o foco é direcionado à “brasilidade periférica” e no cotidiano do DF. O cenário principal é um quiosque no Guará, no qual a experiência real do calor e dos afetos na capital federal é transformada em arte.
Assista ao clipe recém-lançado:
A moda é um dos pilares centrais dessa narrativa. Com a direção criativa de Lua Maia, a estética visual de Amor de Verão foi construída a partir de um olhar não idealizado sobre a estação, utilizando uma paleta de cores vibrantes — composta por tons de rosa, azul, laranja, amarelo, verde e branco — para evocar memórias e sensações térmicas.


Segundo Sabrina, das Margaridas, o estilo da dupla é definido pela autonomia e pelo baixo custo, uma vez que o investimento no trabalho provém de seus próprios recursos. Essa realidade impulsiona uma moda de resistência e criatividade, onde o dar um “jeitinho brasileiro” se transforma em identidade visual.
“Se forem na nossa casa, vocês vão ver que é tudo colorido, é tudo muito vívido. É isso que a gente mostra na nossa arte e é isso que a gente vive no nosso dia a dia: a música, a moda, o teatro, as festas…”, compartilha Sabrina com a coluna.
Moda e reinvenção
O processo de construção dos looks envolve a reinvenção constante de materiais e peças de brechó. Lua, responsável pelos figurinos, destaca que os visuais das Margaridas são marcados por transformações manuais: calças são cortadas e desbotadas para virar shorts, enquanto blusas comuns ganham novas silhuetas por meio de cortes assimétricos e amarrações.

Um elemento dessa proposta são os braceletes confeccionados a partir de garrafas PET, que exemplificam a lógica de transformar o que está disponível em acessórios de alto impacto estético. Essa abordagem dialoga diretamente com a vivência periférica, onde a escassez de recursos é combatida com a inventividade e a apropriação de objetos cotidianos.

Ao valorizar a cultura local e o estilo próprio de Brasília, as Margaridas incentivam uma reflexão sobre a identidade brasiliense, se distanciando de “cópias” de outros eixos para consolidar uma estética que é ao mesmo tempo urbana, solar e enraizada na periferia do Distrito Federal.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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