
Comunicado feito por países europeus afirmam que Alexei Navalny, opositor de Vladimir Putin encontrado morto em uma prisão russa em 2024, foi envenenado com epibatidina, toxina encontrada em sapos nativos da América do Sul.
A epibatidina é uma toxina liberada pela Epipedobates tricolor, uma pequena rã venenosa com origem em florestas tropicais do Equador. O anfíbio libera o veneno como uma forma de se proteger de predadores na natureza.
A Epipedobates tricolor também é conhecida como rã-flecha ou rã-dardo-fantasma, ela possui cerca de 1,5 a 2,5 cm. A rã é fácil de ser reconhecida e possui cores vibrantes, que variam entre o vermelho, laranja ou esverdeado, com listras pelo corpo.
Cientistas explicam que, diferente de outras espécies de sapos, que tendem a se camuflar de predadores, a rã-flecha usa cores chamativas para criar uma espécie de “alerta de advertência”, como um aviso de que não devem ser atacados.
O veneno fica localizado na pele do anfíbio e é altamente tóxico e letal para humanos.
Morte de Alexei Navalny
De acordo com o documento assinado pelo Reino Unido, Suécia, França, Alemanha e Holanda, exames realizados no corpo de Alexei Navalny, indicam que ele foi envenenado com epibatidina, toxina encontrada em sapos nativos da América do Sul.
Segundo o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, a substância encontrada é cerca de 200 vezes mais forte que a morfina, paralisando músculos respiratórios e causando sufocamento.
Não ficou imediatamente claro quando, onde ou como a análise foi realizada. Os países envolvidos afirmaram ainda que, pelo fato do opositor do Kremlin cumprir prisão na Rússia, o governo russo tinha “os meios, motivos e oportunidades para administrar o veneno”.
Autoridades russas já negaram anteriormente acusações de envenenamento contra Navalny.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis
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