
Os primeiros dias do Carnaval na cidade de São Paulo tem sido marcados por muita alegria nas centenas de blocos que desfilam pela capital paulista. Porém, muitos foliões tem reclamado de um item fundamental: a ausência de banheiros nas ruas.
Segundo pessoas que costumam frequentar o bloco a Espetacular Charanga do França, no centro, na manhã desta segunda-feira (16/2), neste ano a quantidade de banheiros é visivelmente menor.
Não há nenhum banheiro químico no começo do bloco, na esquina entre a Alameda Barros e a rua Barão de Tatuí, e nem no primeiro trecho do trajeto. Na multidão, é possível perceber foliões comentando o assunto e perguntando onde estão as cabines de banheiro.
“Não vi nenhum banheiro até agora. No ano passado tinha muito mais. Não só nesse bloco, mas em todos que fui até agora”, comentou a comerciante Lúcia Amorim.
Sol forte também preocupa
O sol forte marcou esses dias de folia. E para conseguir curtir os blocos sem risco de passar mal, os foliões resgataram estratégias certeiras de anos anteriores: água, protetor solar e descanso – sempre que possível.
No centro de São Paulo, a concentração do bloco Domingo Ela Não Vai já começou com parte do público dividindo as poucas áreas de sombra nas marquises dos prédios na Avenida Ipiranga. “Só debaixo de uma marquise mesmo pra aguentar esse calor”, contou a psicóloga Fernanda Duarte, de 32 anos.
Ela e mais duas amigas usavam leques coloridos, no mesmo tom das fantasias, para se abanar. O acessório, já há alguns anos, virou item indispensável no Carnaval de rua para amenizar o calor.
A poucos metros do trio, a auxiliar de contabilidade Luana de Souza, de 32 anos, aproveitava o único canto de sombra disponível ao lado de uma farmácia, antes do trio elétrico dar início ao desfile.
“Enquanto o bloco não sai a gente fica aproveitando a sombrinha para não ter insolação, nem nada. Quando começar vou para o meio da galera no sol”.
Quando o bloco saiu, no desfile que marcou 10 anos do Domingo Ela Não Vai no Carnaval paulistano, foliões relembraram as danças icônicas do axé dos anos 90 sob um calor de mais de 30°C.
Em meio ao calorão, teve quem fizesse pausas nas áreas de sombra enquanto o trio seguia embaixo do sol. “A gente abandonou o bloco e tá na sombra para pegar um arzinho, dar uma refrescada. Se não já era”, contou Guilherme Martins, enquanto se abanava com um leque.
Em Perdizes, na zona oeste da cidade, a sombra das árvores ajudou a proteger as famílias que acompanharam o Bloco Gente Miúda. As crianças pareciam nem ligar para o calorão e pulavam animadas enquanto jogavam espuma umas nas outras.
A brincadeira com a espuma foi a parte favorita da festa para Mariah Torres, de 11 anos: “Eu dei uma de cabeleireira e fiz vários topetes no meu irmão”.
A amiga dela, Elisa Bento de Almeida, de 7 anos, também aprovou a festa cheia de espuma. Ela tinha só uma crítica: “A única coisa que eu não tô achando divertido é a caminhada”. Dava pra entender: o bloco deu a volta no quarteirão subindo e descendo as ladeiras embaixo do sol forte.
No Charanga do França, nesta segunda, moradores da região da Santa Cecília, jogavam água pelas janelas das casas para refrescar quem estava passando pela rua.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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