
Um cenário que deveria ser de fé e acolhimento transformou-se em um pesadelo de violência sexual na Quadra 18 de Sobradinho I.
após utilizar pretextos religiosos para molestar a própria sobrinha, uma adolescente de 17 anos, e tentar coagir a filha a participar do ato degradante.
A ocorrência, registrada na 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho), revela detalhes de um crime cometido mediante manipulação psicológica e abuso de autoridade familiar.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito, que se identifica como praticante de Umbanda e se diz médium, alegou ter incorporado as entidades espirituais Exu e Maria Padilha.
Sob o pretexto de realizar um “trabalho espiritual”, ele ordenou que a sobrinha entrasse nua no banheiro para um banho ritualístico.
Dentro do cômodo, o homem teria passado as mãos nos seios e nas pernas da menor de idade, além de despejar leite de vaca sobre o corpo da vítima, afirmando que o ato era uma exigência das entidades.
Reação e Denúncia
A barbárie só não se estendeu à filha do suspeito, uma jovem maior de idade, porque ela se recusou a cumprir a ordem do pai. O homem exigia que ela também ficasse nua e se juntasse à prima no banheiro.
Diante da negativa e da percepção do crime que ocorria, a filha reagiu e acionou imediatamente o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom).
Ao chegarem à residência, os policiais encontraram as vítimas em estado de choque. O homem não ofereceu resistência à prisão. Apesar da alegação de “amnésia espiritual”, o delegado de plantão autuou o indivíduo em flagrante pelo crime de estupro de vulnerável.
A polícia destaca que a justificativa de incorporação não possui qualquer valor excludente de ilicitude no Código Penal Brasileiro.
O infrator, que não possuía antecedentes criminais até então, agora enfrenta uma pena que pode variar de 8 a 15 anos de reclusão. Ele permanece preso e aguarda a audiência de custódia.
Outras Vítimas
A Polícia Civil do DF mantém as investigações abertas para apurar se o homem utilizou o mesmo modus operandi com outras pessoas.
Como ele realizava “consultas” espirituais regularmente em sua residência, as autoridades acreditam que novas denúncias podem surgir após a divulgação de sua prisão.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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