
A coluna apurou que o tio e a sobrinha presos por investigadores da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), em um bar na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro (RJ), na sexta-feira (13/2) é Karine Moreth de Moraes e Amâncio Siqueira Lima.
A dupla foi flagrada ao tentar desviar mais de R$ 1 milhão de uma conta-corrente inativa, cujo titular mora atualmente na Austrália. O caso veio à tona nesta segunda-feira (16/2).
Entenda o caso
As investigações tiveram início quando a equipe foi acionada por uma agência bancária, após a gerente desconfiar da autenticidade de uma procuração apresentada por uma mulher que pretendia movimentar uma conta-corrente inativa, mas com saldo superior a R$ 1 milhão.
Enquanto o documento era submetido à central de validação, a suspeita deixou a agência sob o pretexto de “tomar um café”.
De forma técnica e estratégica, investigadores disfarçados acompanharam a movimentação e observaram quando ela se encontrou com dois familiares em um bar na Barra da Tijuca.
Durante a vigilância, os policiais ouviram um dos envolvidos questionar se “havia dado certo”, recebendo resposta positiva. Diante dos indícios, a equipe realizou a abordagem, e todos foram conduzidos à unidade policial.
Em contato com o cartório cearense onde a procuração teria sido emitida, foi confirmada a falsidade da documentação apresentada.
Em depoimento, a mulher admitiu que sabia da fraude e afirmou ter sido convidada pelo próprio tio para participar do golpe.
O homem confessou que tinha ciência da falsidade do documento e revelou que a ação teria sido idealizada por um terceiro envolvido, residente no Ceará.
As investigações apontaram que o plano consistia em transferir o valor da conta e dividir o montante entre os participantes. Uma terceira pessoa que acompanhava o encontro alegou desconhecer a prática criminosa, versão confirmada pelos demais envolvidos.
Diante dos fatos, a dupla foi autuada em flagrante pelos crimes de estelionato tentado e associação criminosa.
As diligências continuam para apurar como os suspeitos tiveram acesso aos dados da conta bancária e se há outros envolvidos no esquema.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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