Venezuela rejeita renovação do estado de emergência imposto pelos EUA

Pedro Mattey/Anadolu via Getty Images
Venezuelan Foreign Minister Yvan Gil Pinto

A Venezuela rejeitou categoricamente neste sábado (21/2) a renovação do chamado “estado de emergência nacional”, prorrogado em 18 de fevereiro pelo governo dos Estados Unidos.

Em comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores, o chanceler Yván Gil (foto em destaque) afirmou que, desde sua criação em 2015, a medida tem sido aplicada “sem base objetiva ou justificativa real”, baseada em argumentos distantes da verdade e do Direito Internacional.

“Onze anos depois, a realidade confirma o que a Venezuela sempre afirmou: nosso país não representa nenhuma ameaça ao povo ou ao governo dos Estados Unidos, nem a qualquer outra nação do mundo”, declarou o documento oficial.

“Estado de emergência nacional”

O chamado “estado de emergência nacional” é um instrumento do Poder Executivo norte-americano que permite ao presidente impor sanções e restrições econômicas de forma rápida e ampla, alegando uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional ou à política externa.

No caso venezuelano, o instrumento tem servido como base legal para sanções econômicas desde 2015, alimentando a tensão diplomática entre Caracas e Washington.

Segundo o governo venezuelano, a persistência dessa medida contribui apenas para alimentar narrativas de confronto, ignorando os vínculos históricos, culturais e humanos entre os dois países.

O comunicado conclui pedindo à Casa Branca que adote uma postura “construtiva e respeitosa” nas relações internacionais e que avance para um diálogo baseado na soberania, na não interferência e no benefício mútuo.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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