Presidente da CLDF sobre capitalização do BRB: "Precisamos resolver"

Fotos: Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Imagem colorida do presidente da CLDF Wellington Luiz (MDB). Ele tem pele parda, usa terno preto e camiseta branca - Metrópoles

O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), deputado distrital Wellington Luiz (MDB), afirmou que o projeto de lei que prevê medidas para capitalização do Banco de Brasília (BRB) deve ser tratado com urgência na Casa. À coluna, neste sábado (21/2), o parlamentar frisou: “Temos um problema e precisamos resolvê-lo”.

O projeto de autoria do Poder Executivo foi enviado à CLDF na noite de sexta-feira (20/2). “Temos um problema e precisamos resolvê-lo. Não vamos discutir a origem do problema. O importante é que a gente tenha responsabilidade e maturidade com essa questão do BRB. É o nosso banco, a gente precisa preserva-lo”, completou o deputado.

Wellington Luiz destacou que pretende definir já na próxima semana uma data para votação do projeto. “Na terça-feira (24/2), às 14h, eu vou me reunir com os deputados para decidir quando pode ser votado”, frisou.

O presidente da Casa ainda disse que a área técnica da CLDF irá “se debruçar sobre o texto”. No projeto, o GDF cita 12 imóveis públicos que podem ser usados como garantia, a exemplo do Centro Administrativo do Distrito Federal (Centrad).

“A gente precisa entender quais são esses imóveis, o que eles representam, quais são os riscos. Porque a gente precisa preservar um patrimônio sem causar prejuízo a outros”, completou Welington Luiz.

Entenda o projeto

Conforme revelado pelo Metrópoles, a medida é encarada pelo governo como operação definitiva para solucionar os prejuízos causados em função das operações envolvendo o BRB e o Banco Master. A proposta é tida, pelo GDF, como uma solução viável, porque não necessariamente implica a venda dos imóveis.

O mais provável, segundo o GDF, é que esses bens sejam usados como garantia para obtenção de empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que está previsto no plano de recomposição apresentado ao Banco Central, após a autoridade monetária determinar provisionamento de R$ 2,6 bilhões.

O PL autoriza o GDF a adotar medidas destinadas à recomposição, ao reforço ou à ampliação do patrimônio líquido e do capital social da instituição financeira, mediante três ações:

O projeto de lei prevê que os imóveis listados poderão ser utilizados, com alienação autorizada, observando prévia avaliação, compatibilidade com o interesse público e respeito às normas de governança e transparência.

A partir do PL, se aprovado, o GDF poderá fazer a transferência de propriedade, com integralização de capital, constituir garantias, realizar alienação direta ou estruturação por meio de veículos societários ou fundos de investimento.

A alienação ou exploração econômica dos bens poderá ser utilizada diretamente pelo BRB, por sociedades por ele controladas ou coligadas, por fundos de investimento, ou por quaisquer arranjos negociais admitidos pelo ordenamento jurídico.

Veja quais são os imóveis:

 

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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