Juliana Paes celebra vitória da Viradouro e se emociona ao falar do pai. Veja vídeo

Juliana Paes viveu uma noite histórica no Desfile das Campeãs, na Marquês de Sapucaí, neste sábado (21/2). De volta ao posto de rainha de bateria da Viradouroapós 17 anos, a atriz celebrou, em uma conversa exclusiva com a coluna, o título da escola com um misto de emoção, gratidão e memória afetiva.

A vitória veio com um enredo que homenageou o Mestre Ciça, figura central na trajetória da agremiação, e marcou também a realização de um desejo íntimo e antigo.

Dia de celebrar

“Hoje é dia só de celebrar, de comemorar. Eu acho que de comemorar um desfile que foi um desfile da coragem, da emoção. A gente tem que celebrar a coragem da escola de celebrar o mestre Ciça, que é a humildade, é o cara comum, é o cara que vive pro carnaval, pelo carnaval. E eu acho que foi isso que tocou as pessoas”, afirmou. “Eu sou só gratidão por fazer parte. Eu fui uma súdita junto com toda a Sapucaí.”

O retorno à Viradouro, no entanto, carrega um significado ainda mais profundo. A atriz relembrou que o pai, apaixonado pela escola, sonhava em vê-la novamente no posto.

“Foi o último desejo do meu pai”, contou, visivelmente tocada. “Meu pai era um apaixonado pela Viradouro, pelo carnaval. E a última vez que eu conversei com ele, ele falou pra mim: ‘o meu sonho é que você volte pra Viradouro’. Mas não havia nenhuma possibilidade no horizonte de isso acontecer.”

“Coincidência que a gente não explica”

Para ela, a concretização do retorno justamente em um ano tão emotivo e coroado com o título parece um alinhamento difícil de explicar.

“Esse ano isso ter se concretizado num desfile tão emotivo, a gente ainda ter se sagrado campeão, é um alinhamento de coisas do universo, de coincidências. Coincidência é uma coisa que a gente não explica”, disse. “Eu começo a falar e já fico emotiva de novo. É uma alegria muito grande. Pelo samba, pelo carnaval, pelo Ciça, e no final das contas, por mim, pelo meu pai.”

A emoção atravessou todo o processo, inclusive durante a apuração. “Claro que eu pensei nele”, declarou. Juliana também destacou as semelhanças entre o pai e Mestre Ciça. “O meu pai e o Ciça são muito parecidos fisicamente, no jeito, no jeito de falar. Algumas semelhanças não são físicas, são o jeito como a pessoa se movimenta, como a pessoa fala.”

Durante a leitura das notas, ao observar o nervosismo do homenageado, afirmou ter ficado profundamente tocada.

“Quando abriu-se a leitura das notas de enredo, bateria, comissão de frente, o Ciça tava em todos esses quesitos envolvidos. E eu via a perninha dele balançando debaixo da mesa, nervoso. Eu fiquei muito emotiva. Eu sou uma emocionada, né? Não posso negar.” A conquista teve um peso ainda maior por se tratar de sua primeira vitória no carnaval. “Eu nunca tinha sido campeã do carnaval.”

Futuro na Viradouro

Questionada sobre o futuro, a atriz não confirmou se seguirá no posto em 2027, mas deixou claro que a ligação com a escola permanece. “A gente ainda não sabe como, mas não tem como deixar essa escola. A gente ainda tá pensando em como vai ser isso.”

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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