A “lavanderia” do PCC que recebeu R$ 33 milhões da Farra do INSS

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Posto Diamante 7, em Teresina (PI), alvo da Carbono Oculto 86

Um empresário investigado na Farra do INSS repassou R$ 33,1 milhões, em apenas seis meses, a uma rede de postos de gasolina no Piauí, denunciada por funcionar como “lavanderia” de dinheiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os pagamentos foram feitos pela firma Solução Serv e Tecnologia LTDA à Pima Energia Cegonha LTDA. A Solução é uma das pessoas jurídicas usadas por Natjo de Lima Pinheiro, que foi presidente e tesoureiro da Caixa de Assistência dos Aposentados e Pensionistas (CAAP). A CAAP é uma das entidades de fachada acusadas de fazer descontos indevidos e não autorizados nas aposentadorias.

O esquema, que ficou conhecido como Farra do INSS, foi revelado pelo Metrópoles.

Já a Pima Energia é um dos CNPJs por trás da rede de postos HD, do Piauí. Em novembro passado, dezenas de postos da rede foram alvos das polícias Civil e Militar do Piauí na operação Carbono Oculto 86. Trata-se de um braço local da Carbono Oculto, da Polícia Federal, que mirou um suposto esquema de lavagem de dinheiro do PCC no setor de combustíveis.

Formalmente, a Pima Energia Cegonha LTDA é o CNPJ por trás do posto HD 07. O nome fantasia é Posto Diamante 07. O estabelecimento fica no bairro Santo Antônio, em Teresina (PI). O posto foi um dos alvos da Carbono Oculto 86 e está fechado desde a operação.

A quantidade seria suficiente para abastecer entre 7 mil e 8 mil carros de passeio durante os seis meses em que os repasses foram feitos.

A informação sobre os pagamentos da firma de Natjo de Lima Pinheiro ao Posto Diamante foi encontrada por técnicos da CPMI do INSS. Está pública em um dos requerimentos do relator do colegiado, Alfredo Gaspar (União-AL), em que ele pede a quebra dos sigilos bancário e fiscal da Pima Energia. O pedido foi apresentado na última sexta-feira (20) e ainda não foi apreciado.

A coluna não conseguiu contato com a Rede HD e nem com Natjo de Lima Pinheiro. O espaço segue aberto.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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