
O MC Negão Original, funkeiro com mais de 2 milhões de seguidores na internet, divulgava plataforma de apostas online em que a casa sempre vencia, segundo a Polícia Civil. O cantor é acusado de induzir os fãs a apostarem no site para juntar recursos para uma quadrilha responsável por golpes digitais em série.
Ele está foragido e é alvo da Operação Fim da Fábula, que mira o grupo. Negão Original é acusado de promover o jogo viciado, em que, mesmo se a vítima ganhasse algum dinheiro, ela não conseguia sacar.
Um imóvel localizado em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, também liga o MC a quadrilha. A propriedade em que o cantor morou tem conexões financeiras com o grupo e era usada como estrutura central das fraudes.
De acordo com a investigação, os criminosos aplicaram diversas fraudes por meio do “golpe do INSS”, o “golpe do falso advogado”, uso de cartões clonados e até a utilização de Bets e fintechs para movimentação de recursos e clonagem de chaves Pix. A engrenagem golpista teria lavado aproximadamente R$ 100 milhões obtidos com fraudes em todo o país.
No imóvel onde morava o MC, foram encontrados notebooks, celulares e documentos relacionados com a ação criminosa. As provas foram apreendidas e serão analisadas pela investigação.
Em nota oficial, o advogado Robson Cyrillo, representante do funkeiro, informou que a defesa ainda não teve acesso integral aos autos da investigação, mas que João Vitor comprovará sua inocência.
“Importante destacar, ainda, que todas as transações financeiras relacionadas ao artista possuem lastro documental de origem lícita, que será devidamente demonstrado no momento oportuno”, acrescentou.
Quem é MC Negão Original
Operação já prendeu 12 suspeitos
Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (24/2), lideranças da Polícia Civil de São Paulo informaram que 12 suspeitos já haviam sido presos. A operação foi deflagrada nesta manhã e ocorreu simultaneamente em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. No estado paulista, foram cumpridos mandados em São Paulo, Ferraz de Vasconcelos, Arujá, Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Santo André, São José do Rio Preto, Praia Grande, São Vicente, Atibaia e Guarulhos.
A polícia buscou cumprir 120 mandados de busca e apreensão e 53 mandados de prisão temporária, além do bloqueio judicial de R$ 100 milhões em bens dos investigados. A ação foi coordenada pelo Deic, por meio da Divisão de Crimes contra o Patrimônio, em conjunto com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), através do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp).
Também foram determinados bloqueios de bens móveis e imóveis, além de restrição judicial de 86 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, com limite de até R$ 100 milhões por conta.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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