Empoderamento: após anos sofrendo com depilação, mulher assume barba

Reprodução/Instagram
Hope Schmerfeld

Durante grande parte da vida, a barba foi para ela sinônimo de vergonha. Hoje, é símbolo de autonomia. A norte-americana Hope Schmerfeld, de 45 anos, afirma que só começou a se sentir verdadeiramente confiante quando decidiu parar de lutar contra os próprios pelos faciais. “Agora me sinto mais poderosa do que nunca”, comenta.

Hope convive com o hirsutismo, condição que provoca crescimento excessivo de pelos em mulheres, geralmente ligado a alterações hormonais e fatores genéticos. Os primeiros fios apareceram quando ela tinha 14 anos. Com o tempo, surgiram também no peito, nos mamilos e no abdômen. Segundo ela, a reação foi imediata: esconder e remover.

Durante décadas, a depilação fez parte da rotina diária — às vezes, duas vezes ao dia. Ela contou ao jornal Express que tentou eletrólise, cera, pinça e lâmina. “Era motivo de vergonha. Eu não tinha uma relação saudável com meu corpo.”

Moradora de Oklahoma, nos Estados Unidos, Hope trabalha operando máquinas a laser e também dá aulas de pole dance. Apesar do apoio de amigos e familiares, ela diz que a condição afeta sua autoestima e sua vida amorosa.

Chegou a esconder a questão dos parceiros, que estranharam o tempo excessivo no banheiro. “Em um possível relacionamento íntimo, isso sempre vira uma questão. Entendo que nem todos se sintam atraídos, mas é difícil lidar com isso”, afirmou. Ao mesmo tempo, relata ter sido alvo de fetichização em plataformas online.

O diagnóstico oficial só veio em 2015, após o nascimento da filha, Aurélia, hoje com 19 anos, quando o crescimento dos pelos se intensificou. A mudança de postura aconteceu quatro anos depois, após o fim de um relacionamento. Cansada da rotina exaustiva e do esforço constante para se encaixar em padrões estéticos, Hope decidiu deixar a barba crescer.

Se no círculo pessoal encontrou acolhimento, na internet a recepção foi mais hostil. Ela afirma receber críticas e ofensas frequentes nas redes sociais. Ainda assim, garante que não pretende voltar atrás. Para Hope, assumir os pelos não é apenas uma escolha estética — é um posicionamento sobre autoaceitação e liberdade.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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