
Um pente-fino está sendo realizado, nesta quinta-feira (26/2), na Penitenciária José Parada Neto, em Guarulhos (SP), após matéria do Metrópoles revelar que a Corregedoria da Polícia Penal investiga uma série de denúncias sobre supostas regalias concedidas ao empresário Thiago Brennand dentro da unidade prisional, onde ele está preso desde novembro de 2025, condenado a mais de 20 anos por estupros e agressões contra mulheres.
Documentos obtidos com exclusividade pela reportagem mostram que, entre as vantagens, estão uma cela reformada, “segurança privada” feita por outros detentos, benefícios em um trabalho oferecido para remição de pena e quase uma dezena de visitas diárias de advogados em todos os horários programados para visitas. A defesa de Brennand nega as regalias no presídio.
O pente-fino é feito por agentes do presídio, Corregedoria e do Grupo de Intervenção Rápida (GIR) — tropa de elite da Polícia Penal. As vistorias são realizadas exclusivamente no Pavilhão 3, local onde fica a cela de Brennand. Fontes ligadas ao caso revelaram que a “penitenciária foi paralisada para a blitz”.
Brennand acumula condenações por estupro e agressão contra mulheres que resultaram em penas que somam mais de 20 anos de prisão.
O empresário foi preso em abril de 2023 após ser extraditado pelos Emirados Árabes Unidos e ficou encarcerado na Penitenciária Doutor José Augusto Salgado, a P2 de Tremembé, conhecida como “cadeia dos famosos”, até novembro do ano passado, quando foi transferido à penitenciária de Guarulhos destinada a condenados por crimes sexuais.
Regalias no presídio
O que dizem a SAP e a defesa de Brennand
Por meio de nota, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) afirmou que as denúncias levantadas com exclusividade pelo Metrópoles estão sendo investigadas pela Corregedoria da Polícia Penal. A pasta informou, contudo, que Brennand “cumpre pena em cela comum e segue todas as rotinas da população carcerária da unidade prisional”.
Em relação às visitas feitas a Brennand, a SAP afirmou que elas seguem a Lei 8.906/94 (Estatuto da Advocacia) e a Lei de Execução Penal, que “não estabelecem limites para atendimentos jurídicos, desde que observados os horários regimentais”.
Ao Metrópoles, o advogado responsável pela defesa de Brennand negou que o cliente tenha regalias dentro do presídio e disse que ele divide cela com mais 14 presos e recebe visitas de inúmeros advogados, conforme as regras previstas em lei.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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