
Policiais verificaram inconsistência na investigação, até então de latrocínio — roubo seguido de morte —, que mostraram que o empresário foi atingido por diversos disparos. Com isto, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Delegacia de Investigações Criminais (Deic) de Campinas, revisou o caso e descobriu que o crime teve motivação passional.
Segundo a investigação, Ricardo não aceitava o relacionamento da filha com o namorado. À época do crime, o empresário viajava de carona com a filha Giovana, quando o carro em que estavam foi supostamente interceptado por um ladrão anunciando um assalto, na Estrada Benedito Nardes, no Distrito Sousas, em Campinas. O bandido teria pegado R$ 300 e efetuado diversos disparos, tendo só o empresário como alvo.
Buscas foram feitas, mas ninguém foi identificado. Por isto, o caso foi enviado à Justiça, que caminhava para um arquivamento por falta de provas quanto à identificação dos responsáveis pelo crime. Mas, a polícia revisou o caso e verificou a necessidade de avanço na investigação por dois motivos: o expressivo número de disparos contra a vítima e o uso de mais de uma arma, o que não seria comum em casos de latrocínio.
Na época do crime, Ernandes foi ouvido pela polícia, no entanto, parou de atender às ligações e ignorou intimações feitas pelos investigadores. Com a revisão recente, os policiais voltaram a procurá-lo, o que o obrigou a comparecer espontaneamente na delegacia.
O Metrópoles apurou que Ernandes se contradisse durante o depoimento, e revelou toda a farsa planejada com a namorada. Detalhes observados pela polícia foram cruciais para desvendar o crime. Ernandes reportou o número de disparos e de qual calibre pertencia, o que somente uma pessoa estando no local poderia saber.
Em depoimento à Polícia Civil, Ernandes também afirmou que quem atraiu a vítima para emboscada foi Giovana sob pretexto em ver uma casa naquela região, que ela estava construindo com o namorado.
Ainda de acordo com a polícia, a motivação do crime se resume na questão passional, em função de o casal ter se incomodado pela vítima não aceitar a relação deles.
O Metrópoles procurou as defesas de Giovana e Ernandes, mas não obteve retorno. O espaço está aberto para manifestações.
O casal preso responde ao crime de homicídio qualificado. Com o caso concluído, a polícia pediu e a Justiça aceitou a conversão da prisão temporária em preventiva.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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