
O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, defendeu nesta quinta-feira (26/2) a formação de uma federação entre a legenda e o Partido Socialismo e Liberdade (PSol) para as eleições deste ano. O convite foi feito ao partido presidido por Paula Coradi na quarta-feira (25/2), durante reunião entre integrantes das executivas nacionais das duas siglas, em Brasília.
Ao Metrópoles, o dirigente petista afirmou que o Brasil vive “um momento histórico de definição de futuro” e que, nesse contexto, os blocos partidários terão papel central na condução da agenda política do país. Para ele, uma federação entre PT e PSol, comprometida com a construção de um legado, seria “um grande acerto”.
Edinho destacou que a proposta apresentada ao PSol preserva a autonomia da legenda — ponto que tem gerado críticas internas entre psolistas. Parte da militância avalia que uma federação poderia prejudicar candidaturas próprias em diferentes estados, ao favorecer nomes do PT.
Interlocutores indicam que, até o momento, a única corrente do PSol que apoia a iniciativa é a Revolução Solidária, do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, que fechou posição favorável ao movimento. A tendência defende que o partido componha federação não só com o PT, mas com o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o Partido Verde (PV) e a Rede Sustentabilidade (Rede).
Atualmente, o PSol integra uma federação com a Rede, enquanto o PT está federado com o PCdoB e o PV.
“O que estamos propondo ao PSol é isso, uma federação que se mova por uma agenda para o Brasil, sem que o partido perca sua autonomia. A direita está se organizando em federações, temos que fazer o mesmo, a história exige esse movimento”, afirmou o presidente do PT.
“Não podemos permitir que a agenda: do fim da jornada 6×1, da tarifa zero, da transição energética, do avanço da reforma da renda, da reforma política, da segurança pública em outra perspectiva, da universalização da educação integral, do funcionamento do SUS, seja enfraquecida”, completou Edinho.
Federações partidárias
A proposta também divide opiniões dentro do PT. Nos bastidores, parte dos dirigentes considera a medida estratégica, enquanto outra ala avalia que há pouco interesse do PSol, devido a divergências internas que dificultariam a união.
Durante a reunião na sede do PT, Paula Coradi, a deputada federal Sâmia Bomfim (PSol-SP) e o tesoureiro nacional do PSol, Tiago Paraiba, esclareceram dúvidas sobre como funcionaria a federação partidária. A posição oficial da sigla, contudo, será definida em reunião do Diretório Nacional marcada para 7 de março.
No encontro, também foram discutidas as alianças para as eleições nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Sergipe e Santa Catarina.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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