
A sucessão no topo do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG) entrou no radar das autoridades mexicanas após a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, o “El Mencho”. O secretário de Segurança do México, Omar García Harfuch, afirmou nesta sexta-feira (27/2) que o governo já identificou possíveis substitutos para o comando do grupo criminoso.
Segundo o ministro, quatro lideranças regionais estão sob investigação como potenciais herdeiros do cartel, embora dois perfis despontem como os mais prováveis dentro da estrutura do grupo.
“Como você sabe, o cartel de Jalisco tem presença em vários estados. Identificamos vários líderes, quatro especificamente, que estão sob investigação. Eles são os líderes mais fortes dentro deste grupo criminoso”, disse Harfuch.
Ao ser questionado sobre quem teria mais chances de assumir o comando, ele acrescentou: “São dois mais prováveis, mas estão sob investigação”.
Operação
De acordo com Harfuch, apesar da dimensão dos ataques após a operação, não houve uma escalada sustentada da violência nos dias seguintes.
“Não houve um aumento na violência. Domingo foi o dia com mais problemas e, depois, as coisas começaram a se normalizar. Ainda houve alguns incidentes na segunda-feira, mas na terça e quarta-feira as rodovias e estradas federais já estavam abertas e sem bloqueios”, afirmou.
Estrutura do cartel
Fundado em 2009, o Cartel Jalisco Nueva Generación consolidou-se sob uma liderança altamente centralizada, mas com atuação em formato de rede, permitindo autonomia relativa a células regionais.
Diferentemente de outros cartéis, o CJNG não possui um sucessor direto consolidado. O filho do líder, Rubén Oseguera González, conhecido como “El Menchito”, cumpre pena de prisão perpétua nos Estados Unidos, o que elimina a sucessão familiar imediata.
Entre os nomes frequentemente associados à continuidade do grupo está Julio Alberto Castillo Rodríguez, genro de Oseguera.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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