Caso Master: Haddad diz que governo está disposto a buscar punições

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Imagem colorida, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concede entrevista ao Acorda Metrópoles- Metrópoles

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está disposto a buscar a punição para os responsáveis no caso do Banco Master.

De acordo com ele, o governo fará o que for possível para buscar a punição dos envolvidos dentro do devido processo legal e dos limites da lei. 

Ele avaliou que o Master utilizou uma brecha do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) como formato de negócio, mas que isso não causa risco sistêmico para a economia do país.

“O Banco Central está fazendo a revisão das normas [do FGC] para que isso não venha a acontecer novamente”, disse nesta sexta-feira (27/2) em entrevista ao Flow Podcast.

Ele destacou também que, desde o começo da gestão do presidente Gabriel Galípolo, a emissão de Cédulas de Depósitos Bancários (CDBs) do Master cessou.

Questionado, Haddad afirmou que Lula nunca teve uma agenda oficial com o dono do Master, Daniel Vorcaro, apenas um café em que o banqueiro se queixou de perseguição de grandes bancos, ao passo que, segundo Haddad, o presidente destacou que, durante o seu governo, ninguém seria perseguido ou favorecido, mas que será seguida a lei.

O ministro disse também que a polícia vai ter trabalho por anos, porque existem muitas coisas que ainda vão aparecer. Para ele, é impossível não rastrear o dinheiro desviado pelo Banco Master.

Entenda o caso Master

Nos últimos meses, o escândalo envolvendo o Banco Master deixou de ser apenas uma crise bancária para se tornar uma investigação complexa com impactos bilionários e ramificações políticas.

A Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero, que apura indícios de fraudes financeiras de cerca de R$ 12 bilhões envolvendo o banco e outras instituições, levando à prisão de executivos e à liquidação extrajudicial do banco pelo Banco Central em novembro de 2025.

O caso atingiu não apenas clientes e credores, como também colocou na mira acusações contra integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e reacendeu debates sobre a atuação do BC e a segurança do Sistema Financeiro Nacional.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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