
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), confirmou a demissão de três policiais civis condenados por ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC) em São José dos Campos, no interior do estado. A decisão foi publicada no Diário Oficial de sexta-feira (27/2), após determinação da Justiça. Além do afastamento dos três policiais, um quarto agente teve a aposentadoria cassada.
Os investigadores Alexandre Tadeu Tome da Silva e Francisco Antônio Castilho Junior, e os agentes André Luiz da Silva e Nestor Batista Telmo Junior foram condenados a seis anos e sete meses de prisão por crimes de associação para o tráfico e corrupção passiva, após decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), em 2019.
Procurada, a defesa de Nestor Batista Telmo Junior e Alexandre Tadeu Tome da Silva afirmou que a sentença será objeto de uma ação revisional e, neste momento, não há nada a declarar. O Metrópoles tentou contato com os representantes dos outros policiais, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a perda do cargo de três policiais civis e a cassação da aposentadoria do outro servidor decorrem do cumprimento de decisão judicial, nos termos da legislação vigente. “A pasta reitera que não compactua com desvios de conduta e que toda irregularidade comprovada é apurada e punida com o rigor da lei, sempre com observância ao devido processo legal.”
Policiais condenados por elo com o PCC
Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) em 2017, os policiais estavam envolvidos com tráfico de drogas no bairro Campo dos Alemães, em São José dos Campos. Os agentes teriam se aproveitado de investigações sobre a contabilidade do tráfico para cobrar propina dos traficantes. Em troca, eles teriam deixado de combater o tráfico de drogas na região e omitido detalhes sobre os criminosos nas ocorrências.
O elo dos policiais civis com o PCC foi descoberto após operação que tinha como foco a cúpula da facção em São José dos Campos. Durante as investigações, autoridades apreenderam R$ 2 milhões e anotações que sugeriam o pagamento de propina aos policiais.
Posteriormente, a interceptação de conversas telefônicas revelou que policiais estiveram presencialmente em pontos de venda de drogas. Com os traficantes, também foram apreendidas munições desviadas da Polícia Civil.
Conforme o decreto no Diário Oficial, a perda do cargo acontece após o trânsito em julgado da decisão.
Policiais condenados por elo com o PCC são afastados dos cargos
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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