
Líderes e autoridades mundiais se posicionaram publicamente após os Estados Unidos e Israel atacarem o Irã na madrugada deste sábado (28/2). Entre as declarações de governos e organizações internacionais, estão alertas sobre o risco de uma escalada regional do conflito.
A informação sobre a incursão no Oriente Médio foi divulgada pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, e confirmada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
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O que dizem autoridades mundiais
Antes do ataque, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) já havia alertado sobre a possibilidade de ataques militares ao Irã e pediu esforços para evitar uma possível guerra.
Neste sábado (28/2), a União Europeia definiu os ocorridos como “perigosos”. Nas redes sociais, Kaja Kallas, chefe da diplomacia, disse que a UE está coordenando estreitamente com parceiros árabes para explorar caminhos diplomáticos. “A proteção de civis e o direito internacional humanitário são prioridades”, afirmou.
O Ministério das Relações Exteriores da Suíça também disse estar “profundamente alarmado” e solicitou “máxima contenção” dos envolvidos. Pediu “pleno respeito ao direito internacional” e reforçou a necessidade de garantir a proteção de civis.
O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese declarou apoio aos ataques contra o Irã. “Apoiamos as ações dos Estados Unidos para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear e para impedir que o Irã continue a ameaçar a paz e a segurança internacionais”, publicou.
Além disso, a Ucrânia responsabilizou o governo iraniano pelo agravamento da situação. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que Teerã teve oportunidades de evitar o cenário de explosões.
A Arábia Saudita classificou a ofensiva como “violação flagrante” da soberania nacional contra países árabes, incluindo Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.
Ataque ao Irã
De acordo com informações da AFP, explosões foram registradas em Teerã após bombardeios contra diferentes áreas da capital iraniana.
O escritório do Líder Supremo do Irã, a sede principal de Ali Khamenei no centro de Teerã, seria o principal alvo. Segundo a agência de notícias estatal Irna, o presidente do país, Masoud Pezeshkian, está vivo.
Uma fonte de segurança israelense disse ao jornal Times of Israel que o ataque é uma operação conjunta entre os EUA e Israel. Um oficial do país disse que está se preparando para vários dias de conflito com o Irã.
Segundo jornais iranianos, uma nuvem de fumaça foi percebida no centro da cidade e ouvidas três explosões no centro de Teerã. Também foram ouvidas explosões nas províncias de Lorestan e Kermanshah. Após o ataque, o Irã e Israel fecharam seus espaços aéreos.
“Solicita-se ao público que não se dirija aos aeroportos até novo aviso”, afirma o Ministério dos Transportes de Israel em comunicado. Pelas redes sociais, o Departamento de Defesa dos EUA intitulou os ataques ao Irã de “Operação Fúria Épica”.
Em resposta, forças iranianas dispararam mísseis contra Israel. Sirenes de alerta soaram em cidades da região e autoridades orientaram civis a buscar abrigo.
Horas após os ataques dos EUA, a base da Marinha dos Estados Unidos no Bahrein também teria sido alvo de mísseis iranianos. Em vídeos que circulam na internet, é possível ver uma nuvem de fumaça no local.
Na semana passada, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país não iria “curvar a cabeça” diante da pressão das potências mundiais nas negociações sobre seu programa nuclear.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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