Preço do petróleo dispara 10% após conflito no Oriente Médio

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Plataforma de Petróleo

O preço do petróleo avançou 10% neste domingo (1/3), chegando a aproximadamente US$ 80 por barril, enquanto analistas projetam que a cotação pode chegar a US$ 100 após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã.

Na última sexta-feira (27/2), o produto fechou o mercado a US$ 73 por barril, o maior nível desde julho. O preço estava sendo influenciado pela preocupação com a possibilidade de ataques, tendo em vista que a tensão entre os países já dura semanas. 

Segundo a agência de notícias Reuters, após Teerã alertar embarcações sobre a travessia, a maioria dos armadores de petroleiros, grandes companhias de petróleo e empresas comerciais interromperam o transporte de petróleo, combustíveis e gás natural liquefeito pelo Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo consumido globalmente.

Na manhã deste domingo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+) afirmou que aumentará a produção de petróleo para 206 mil barris por dia, pouco acima das expectativas iniciais, de 137 mil barris, mas abaixo do previsto após o ataque dos Estados Unidos, que era de 411 mil barris diários.

Entenda a tensão no Oriente Médio

No último sábado (28/2), forças militares dos Israel e dos Estados Unidos lançaram uma série de ataques aéreos coordenados contra o Irã, em uma operação descrita pelas duas nações como ofensiva estratégica contra alvos militares e de liderança em território iraniano.

A ação atingiu dezenas de instalações, incluindo centros de comando e posições militares, em uma ação sem precedentes entre as potências contra o país.

Autoridades iranianas confirmaram que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã desde 1989, foi morto nos ataques, junto com outros altos oficiais e membros de sua família.

O governo iraniano declarou um período de 40 dias de luto, enquanto protestos e manifestações de apoio ao regime se espalham internamente e aliados do Irã condenam o ataque como um “crime grave”.

Em retaliação, o Irã e suas forças aliadas lançaram ataques com mísseis e drones contra posições israelenses e bases americanas na região do Golfo, incluindo em países como Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos, provocando deslocamento de civis e sirenes de alerta em cidades como Tel Aviv e Jerusalém.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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