
Responsável por transportar crianças e adolescentes de escolas particulares em várias regiões no Distrito Federal, a monitora de van escolar Janaína Batista Reny, de 38 anos, é acusada de ameaçar os colegas de profissão e quebrar veículos. As situações geraram grande incômodo entre motoristas de transporte escolar que afirmam ter presenciado situações embaraçosas envolvendo a mulher.
No dois vídeos cedidos ao Metrópoles é possível ver Janaína se envolvendo em confusões enquanto transportava adolescentes.
A empresa a qual Janaína diz representar se chama Transtonn Transporte Escolar e Turismo e pertence ao marido dela. Os dois trabalham juntos e a mulher atua como motorista e também monitora, como ela mesma afirma em vídeo.
Com registro inicial de abertura iniciado em 2015, o CNPJ da empresa aparece como inválido desde 2021 por omissão de declarações. Apesar disso, a mulher e o marido seguem utilizando o nome da empresa para transportar alunos de diversos colégios.
. O momento foi filmado por adolescentes que eram transportados sob responsabilidade de Janaína e do marido.
Demonstrando tamanha valentia e autoritarismo, Janaína para na frente do ônibus, bate o taco de beisebol no chão como forma de intimidação e depois acerta os vidros dianteiro e lateral do ônibus. Os jovens que estavam sob tutela de Janaína se espantam com a situação.
O homem que foi alvo dos ataques de fúria registrou boletim de ocorrência contra a mulher pelos danos causados. Ele informou que foi surpreendido quando aguardava o embarque de alguns alunos. No depoimento, ele relatou que, no momento do ataque, quatro adolescentes já estavam a bordo da van e testemunharam toda a ação.
Ameaça a outro motorista
Outra situação foi relatada e gravada em novembro de 2025 no estacionamento do Colégio Militar de Brasília, na Asa Norte (DF), quando ela aparece berrando contra um motorista de outra van. “Você não é homem, você falou que eu era irregular e que não tinha autorização. A minha carteira é E, eu sou grupo Transtonn, tenho carreta e carro”.
Janaína se passa falsamente como advogada para ameaçar o motorista de outra empresa. “Para sua informação, eu sou advogada e tenho OAB, então você pode esperar. Você já fala para o seu ‘patrãozinho’ que você ligou ontem. Olha aí a minha permissão”, disse a mulher em tom de ameaça.
Após os gritos efusivos, a mulher desfere dois tapas fortes no capô do veículo e profere outras palavras que não foram possíveis compreender. Durante toda ação, o motorista ameaçado permanece inerte e outros pais e alunos que passam no local assistem a cena constrangidos.
Uma pessoa que também trabalha com transporte escolar relatou que já presenciou as intimidações da mulher contou que situações semelhantes já aconteceram diversas vezes. “Ela já agrediu agente do Detran, já brigou em escola militar, já quebrou para-brisa de um carro. Ela fala que é da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que é professora, advogada e ameaça todo mundo na rua”, contou.
Outro colega de trabalho de Janaína disse que, até o momento, nenhuma atitude foi tomada. “Teve uma motorista que transportava a filha dela e quando parou de transportar, a Janaína a ameaçou, foi na porta do colégio e criou um escândalo na frente dos pais. Essa mulher não pode estar no transporte escolar, ela não tem condições. Já denunciaram ela para o Detran e para a polícia e nada foi feito, estão esperando uma tragédia acontecer para fazerem algo”.
No site do Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) não consta nenhuma autorização em nome da mulher e do companheiro dela, e nem no nome da empresa Transtonn. Porém, o Detran-DF informou que não é capaz de afirmar que o transporte está irregular, pois o veículo pode ser alugado.
Já foram abertos dois boletins de ocorrência contra a monitora da van escolar por ameaça, injúria e danos. A PCDF investiga os casos. Procurada para falar do assunto, não se pronunciou até o momento.
O Metrópoles tentou contato com as vítimas das ameaças que acabaram não dando retorno até a última atualização desta matéria.
O outro lado
Acusada de ameaçar e causar danos contra vans escolares, Janaína não se pronunciou sobre o caso e apenas tratou as acusações com ironia quando foi questionada.
Em meio a relatos e vídeos de amaças, Janaína e o marido seguem realizando o trabalho de transporte escolar em várias escolas do Distrito Federal.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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