
O Centro de Atenção Psicossocial para tratamento de Álcool e outras Drogas (CAPS AD III) Ceilândia (DF) corre o risco de deixar de atender pacientes, incluindo dependentes químicos, por falta de pessoal. Segundo servidores públicos da unidade, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) retirou sete profissionais de saúde, incluindo quatro enfermeiros.
A Secretaria de Saúde encaminhou ofício comunicando a retirada dos sete profissionais para o CAPS na sexta-feira (27/2) Na manhã de segunda-feira (2/3), os usuários protestaram. “É um absurdo. Não podemos permitir o desmonte da saúde mental, que já é defasada”, afirmou Kleidson Oliveira Beserra, paciente do centro.
Manoel Carvalho também é paciente do CAPS e participou da manifestação. “Estou muito preocupado, porque sei que a falta do servidor vai afetar o tratamento. Eu me recuperei no CAPS Ad Ceilândia. Aqui o tratamento é muito bom”, relatou.
“Isso vai gerar desassistência. É o único CAPS Álcool e Drogas de Ceilândia. Vai fechar a internação CAPS. A gente atende à uma população gigante”, lamentou uma profissional de saúde da unidade, cujo a identidade será preservada. Segundo ela, o problema ainda é agravado por afastamentos por atestados e férias.
“Quem fica à noite são os enfermeiros. Não tem médico suficiente. Sem quatro enfermeiros, não vai mais fechar a escala. O enfermeiro não cuida apenas dos leitos. Ele faz grupos, faz acolhimento.”, alertou a servidora.
Atendimento e estrutura
O CAPS oferece diversas modalidades de atendimento, como acolhimento, internação e CAPS Dia, em que o paciente passa o dia na unidade. Os profissionais de saúde atendem pacientes em crise, realizam consultas e oferecem os tratamentos em grupo, além de atuarem no atendimento especializado para dependentes de álcool e drogas.
O centro conta com 11 camas, que servem como leitos de internação, já que, após avaliação médica, os pacientes podem ficar internados para receber medicação de desintoxicação de álcool e de drogas e para tratamento de crises.
Outro lado
O Metrópoles entrou em contato com a Secretaria de Saúde do DF, que ainda não se manifestou sobre o caso. O espaço segue aberto.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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