Por que famosas estão deixando o botox de lado? Especialistas analisam

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Durante anos, a toxina botulínica foi praticamente sinônimo de rejuvenescimento no universo das celebridades. No entanto, uma mudança de comportamento vem ganhando força: cada vez mais famosas estão abrindo mão do botox e de procedimentos considerados exagerados para apostar em tratamentos que priorizam a naturalidade, a qualidade da pele e resultados mais duradouros ao longo do tempo.

A apresentadora Xuxa Meneghel, de 61 anos, é uma das vozes mais emblemáticas desse movimento. Ela já declarou publicamente que não pretende recorrer à toxina botulínica.

“Não uso botox e não quero”, afirmou ao comentar a pressão estética sobre o envelhecimento. Em outra ocasião, Xuxa reforçou que prefere manter suas expressões naturais a “congelar o rosto” para atender expectativas externas.

A atriz Camila Pitanga também aborda o tema com franqueza. Ela afirma nunca ter feito aplicações de Botox e explica que sua escolha passa pela valorização da identidade facial. “Nunca fiz botox”, disse, ao destacar que prefere tratamentos voltados à melhora da qualidade da pele, em vez de bloquear os movimentos naturais do rosto.

Esse posicionamento não é isolado. Diversas personalidades decidiram reverter procedimentos ou repensar intervenções estéticas. Casos como Courteney Cox, Gkay, Gabi Martins, Lucas Lucco, Eliezer e Scheila Carvalho chamaram atenção ao falar sobre a reversão de harmonizações faciais. Já Meryl Streep, Robin Wright e Nicole Kidman declararam evitar ou reduzir o uso de injeções, reforçando a defesa de um envelhecimento mais autêntico.

Análise de especialistas

Para o cirurgião plástico Luís Fernando de Mattos, essa mudança reflete uma compreensão mais ampla sobre o processo de envelhecimento. “Não dá para comparar bioestimulador de colágeno com toxina botulínica dizendo que um é melhor ou pior. São produtos diferentes, com indicações diferentes”, explicou.

Segundo ele, o bioestimulador estimula a produção de colágeno e elastina, responsáveis pela sustentação da pele, enquanto a toxina botulínica atua no músculo, equilibrando a contração muscular. “Quando fazemos associações bem indicadas, conseguimos resultados melhores para gerenciar o envelhecimento facial, mantendo expressões e harmonia”, disse.

A cirurgiã plástica Iara Batalha reforça que a busca por tratamentos mais naturais também passa pelo planejamento e pelo respeito ao pós-procedimento. “O paciente consegue seguir corretamente as orientações médicas, evitar o sol e passar pelo pós-operatório com mais conforto, o que impacta diretamente na qualidade do resultado final”, explicou.

Segundo ela, a escolha do tratamento deve sempre considerar o estilo de vida e as expectativas individuais.

Os bioestimuladores de colágeno ganharam espaço justamente por oferecerem resultados progressivos e discretos. Eles estimulam a própria pele a produzir colágeno de forma gradual, melhorando textura, firmeza e flacidez, sem alterar a identidade facial.

A dermatologista Camila Sampaio, de Salvador, destaca que regiões como o pescoço costumam envelhecer mais rápido.

“O pescoço tem pele fina, sofre com a exposição solar e com os movimentos constantes. Os bioestimuladores ajudam a devolver firmeza e viço, sem deixar um aspecto artificial”, afirmou. Ela ressalta que o tratamento é minimamente invasivo e geralmente indicado a partir dos 30 anos, quando a produção natural de colágeno começa a diminuir.

Já a cirurgiã-dentista Thais Moura, especialista em harmonização facial, chama atenção para o caráter preventivo desses procedimentos. “A partir dos 25 anos, nossa produção de colágeno já entra em queda. Começar cedo é como fazer uma poupança de colágeno, ajudando a manter as características jovens do rosto e do pescoço”, explicou.

Segundo ela, os protocolos costumam ser personalizados e podem envolver mais de uma sessão: “Quem entende o processo e respeita o tempo da pele dificilmente se arrepende”.

O dermatologista Gustavo Saczk, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, reforça que o envelhecimento cutâneo é multifatorial e sofre influência direta dos hormônios ao longo da vida. “A partir dos 30 anos, já observamos queda na produção de colágeno e elastina, o que torna fundamental associar tratamentos estimuladores e cuidados dermocosméticos mais completos”, afirmou.

Para ele, personalização é a chave: “Os tratamentos precisam considerar não apenas a estética, mas a saúde da pele em cada fase da vida”.

O discurso das famosas e a avaliação dos especialistas apontam para uma tendência clara: menos rigidez, mais identidade. Em vez de congelar o tempo, a nova estética aposta em administrar o envelhecimento com equilíbrio, informação e respeito às próprias expressões.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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