Lulinha vai acusar amiga lobista de usar seu nome em Farra do INSS

Arte/ Metrópoles
Lulinha e Roberta Luchsinger

A estratégia para defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, será sustentar que a lobista Roberta Luchsinger utilizava o nome do filho mais velho do presidente sem autorização para fechar negócios com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Além de se distanciar de Luchsinger, a defesa também pretende atribuir responsabilidades ao sócio de Lulinha, Kalil Bittar, e à publicitária Danielle Miranda Fonteles para reforçar que seu nome foi usado para abrir portas sem seu consentimento.

Como revelou a coluna, dois ex-integrantes do alto escalão do INSS firmaram acordo de delação premiada e relataram o suposto envolvimento de Lulinha no esquema. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do empresário.

A coluna mostrou ainda que Lulinha viajou com o Careca do INSS em deslocamento custeado pelo operador, que arcou com as passagens e demais despesas. À época, a defesa alegou que o fato de ambos estarem no mesmo voo não significava que tivessem viajado juntos — versão contrariada por documentos que registram a emissão dos bilhetes.

A viagem ocorreu em novembro do ano passado. Relatórios da Polícia Federal detalham inclusive as poltronas ocupadas: o Careca do INSS estava no assento 3A; Lulinha, no 6J. Ambos na primeira classe e em lugares de janela. Diante dos documentos e do avanço das investigações, a nova versão é que eles viajaram, mas não fecharam nenhum negócio.

Quem é a lobista que Lulinha acusa de ser elo com Careca do INSS

Roberta Luchsinger foi alvo de mandado de busca e apreensão em 18 de dezembro por seu envolvimento com o Careca do INSS.

Como mostrou a coluna, a proximidade dela com a família do filho do presidente é tanta que Luchsinger tem uma tatuagem de “melhores amigas” com Renata Abreu Moreira, esposa de Fábio Luís Lula da Silva.

A lobista também divide uma mansão no Lago Sul, área nobre de Brasília, com Lulinha. Após a saída dele do Brasil para Madri, é Roberta quem passou a morar na casa antes frequentada pelo filho do presidente nas suas viiagens para capital. Na mansão, Lulinha teve reuniões com Careca do INSS e costumava fazer festinhas regadas a bebidas, segundo apurou a coluna.

“Minha bff e eu eternizadas na pele e no coração! Love u”, escreveu Luchsinger em publicação no Instagram, em 30 de março de 2024 na qual mostrou. A sigla “bff” significa “best friends forever” (“melhores amigas para sempre”).

Principal doadora da campanha de Lula

Neta de um ex-acionista do banco Credit Suisse, a lobista foi uma das principais doadoras da campanha presidencial de 2022. Segundo colaborador da Polícia Federal, ela teria intermediado a aproximação entre o filho do presidente e o Careca do INSS na prospecção de negócio envolvendo a venda de canabidiol ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Para a PF, Luchsinger é “integrante vinculada ao núcleo político da organização criminosa liderada por Antônio Carlos Camilo Antunes”. A corporação solicitou o monitoramento dela por tornozeleira eletrônica, mas o pedido foi negado por Mendonça. Em contrapartida, o ministro determinou a entrega do passaporte e proibiu sua saída do país.

“Sua atuação se revela essencial para a ocultação de patrimônio, movimentação de valores e gestão de contas bancárias e estruturas empresariais utilizadas como instrumentos de lavagem de capitais”, registra trecho da decisão.

A referência remete a boato que circulou nas redes sociais em 2015, atribuindo falsamente a Lulinha a propriedade da marca de carnes Friboi. A empresa pertence, na realidade, ao frigorífico JBS, dos irmãos Wesley e Joesley Batista.

 

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *